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True Blood 5×02: Authority Always Wins

19/06/2012


Num episódio morno e chato, True Blood conseguiu trazer apenas uma trama promissora em meio a dezenas de histórias paralelas aleatórias e sem graça, mas ainda é cedo pra dizer se essa trama central será suficiente para carregar a temporada.

A série já havia abordado o fanatismo religioso de forma divertida e bem-sucedida lá no seu segundo ano, com Jason perdido no meio da Fellowship of the Sun (cujo líder, por coincidência ou não, também resolver aparecer). Lá o tom era mais exagerado e bem-humorado e aqui, a coisa parece que vai ser um pouco mais séria (embora pareça ridículo, às vezes) e talvez até uma abordagem mais completa do assunto.

Muito interessante ver True Blood falando de uma interpretação literal da Bíblia, mesmo que aqui a lógica vampiresca seja contrária a usual. Bom ver também o contraponto entre os “vampiros fundamentalistas” e aqueles que defendem o popularidade na busca de uma maior aceitação da espécie. Nesse ponto, vampiros e religiosos fervorosos podem ser bem mais parecidos do que imaginam e a série acerta ao trazer de volta esse tipo de metáfora.

Christopher Meloni tem o tipo perfeito para um personagem como a Autoridade e já mostrou que vai ser um dos pontos altos da temporada, embora ainda não tenha tido um grande material, com cenas de ritual e os diálogos bem cafonas. Por outro lado, a ideia da crença numa bíblia vampírica dizendo que Adão e Eva surgiram para alimentar uma vampira ancestral é muito inventiva. Torço para que True Blood consiga desenvolver bem isso tudo.

As demais tramas continuaram apenas patinando. É difícil entender porque a série dá tanto espaço a coadjuvantes ruins, como o draminha familiar envolvendo Sam e os lobos. Será que alguém ainda se importa com eles? Enquanto isso, Arlene e Terry perderam a graça há tempos, com plots e situações repetitivas. E Tara conseguiu ser ainda mais insuportável como vampira, mesmo tendo tido só uns cinco segundos de tela. Perderam a oportunidade de despachá-la de vez e agora só lhe resta a true death. Já os flashbacks de Pam e Eric não se mostraram orgânicos, pelo menos por enquanto.

Assim, a única história paralela que ainda parece promissora é aquela envolvendo Jessica e o reverendo vampiro gay, que protagonizaram a ótima cena em que ela finge negociar com ele. Pena que Jason, a outra ponta do triângulo, ainda esteja perdido atrás do Hoyt e com diálogos bobos sobre as mulheres que já pegou pela cidade.
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VEEP – primeira temporada: melhores momentos

14/06/2012

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  • Após ser impedida de falar sobre o principal assunto de sua campanha, a VP faz um discurso sem sentido e solta uma piadinha ofensiva aos deficientes mentais. (1×01)
  • Selina percebe que perdeu a posição de pessoa mais poderosa do mundo, ocupada minutos antes. (1×02)
  • A VP tendo que se retirar subitamente da loja de frozen yogurt depois de ter um problema intestinal. (1×02)
  • A vice-presidente faz uma negociação política com a própria filha. (1×03)
  • Selina é ovacionada no hospital por ter feito um comentário aparentemente racista. (1×04)
  • Ao ser informada de que não foi convidada pelo presidente para um reunião sobre responsabilidade fiscal, a Vice tira os sapatos e literalmente corre em direção a Casa Branca. (1×05)
  • Dan dá sua opinião sobre o principal projeto defendido pela VP e conclui que ela será a pessoas mais odiada do planeta se ele for implementado. (1×05)
  • A VP recebe a notícia de que ficou encarregada do programa contra a obesidade. (1×05)
  • Ao ser erroneamente informada por Amy de que a notícia sobre a sua gravidez vazou, Selina tem que se conter para não dizer “Holy fuck!”, já que o fotógrafo capaz de ler lábios está por perto. (1×06)
  • Quando cumprimenta uns jogadores de beisebol, A VP se surpreende com o número de arremessadores iniciais que um time pode ter. (1×06)
  • Jerry confirma a Selina que ela está a grávida no momento em que a vice canta com as crianças na escola. (1×06)
  • Usando o traseiro de uma vaca como metáfora, Jonah descreve a Amy o nível de toxicidade de Selina diante do presidente. (1×08)
  • Ao endossar um novo candidato, Selina tem uma pequena “conversa” com ele entre os discursos. (1×08)

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True Blood 5×01: Turn! Turn! Turn!

11/06/2012


Depois de uma quarta temporada sofrível, com mais seres bizarros aparecendo sem desenvolvimento satisfatório, e um monte de histórias aleatórias que nunca encontraram coesão, havia prometido que não perderia mais tempo com a série. Quase um ano depois, a raiva passou, a curiosidade voltou e a esperança de que True Blood se recupere continua viva. Ainda é cedo pra dizer se os problemas foram superados, mas é fato que a série fez uma boa estreia, principalmente se compararmos com os dois anos anteriores.

O episódio começou em ritmo acelerado e com ótimas escolhas, entre as quais Pam tentando transformar Tara. Eu preferia que ela tivesse morrido depois que perdeu a função e se tornou insuportável de uns tempos pra cá. Mas admito que essa foi uma boa ideia e acredito que a série ganhará mais se explorar os conflitos internos da personagem, quando ela se vê fazendo parte de um grupo que tanto desprezava. Apostar no mistério de vê-la como uma vampira, como mostrou o cliffhanger, pode tornar tudo meio vazio.

Outro arco promissor visto aqui foi Jessica substituindo Bill no reinado da Louisiana. É legal que isso combinou com a personagem se sentindo livre agora que está solteira depois de muito tempo. É normal que ela, que foi transformada ainda jovem, tenha vontade de viver e experimentar muitas coisas, ainda que o tempo não seja um problema. Mais compreensível ainda é o Jason ficar encantado com a moça depois que ela o defendeu do Reverendo gay, dizendo mentiras que pareciam muito sinceras.

Como nem tudo é perfeito, o episódio perdeu ritmo quando mostrou histórias que parecem um tanto repetitivas. A principal delas é a que traz Arlene e sua família novamente alvos de algum tipo de maldição, com o caso dos incêndios suspeitos e que na verdade não tem nada a ver com os problemas enfrentados na quarta temporada. É praticamente o mesmo plot, mudando apenas o vilão. O mesmo pode ser dito de Sam e Alcide ameaçados pela matilha. É ou não é quase o mesmo plot dos anos anteriores?

Por fim, a série poderia ter caminhado mais com Eric e Bill sendo presos, soltos e presos de novo, trazendo de uma vez a aparição da Autoridade (o super hot Christopher Meloni) ou até do Russel Edginton, ao invés de apenas citá-los. Do jeito que foi, parece que nada aconteceu por ali.
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Filmes assistidos – maio de 2012

08/06/2012

ANJOS DA LEI (21 Jump Street, Phil Lord, Chris Miller, EUA, 2012) — Não tem quase nada a ver com a obra original e o melhor aqui é o fato de que nunca se leva a sério, brincando com os próprios defeitos das refilmagens e de filmes passados em high schools. Não é nada fascinante mas é engraçada o bastante pra ser a melhor comédia do ano até agora. Nota 7,5
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BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (Battleship, Peter Berg, EUA, 2012) — A história é um fiapo, os diálogos são risíveis e as atuações canastronas. Mas possui algumas boas sequências e diverte na maior parte do tempo, ainda mais quando Rihanna surge como um sapatão bad ass. Nota 5
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O CORVO (The Raven, James McTeigue, EUA, 2012) — A direção de arte é o único grande ponto positivo num filme que poderia ser interessante, mas cujo desenvolvimento nunca deslancha. E John Cusack não conseguiu achar o tom de seu Edgar Allan Poe. Nota 5
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O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD (The Best Exotic Marigold Hotel, John Madden, Reino Unido, 2011) — A história é uma besteira enorme e só consegue passar um pouco de em0ção e graça pontualmente, quando se apoia no encontro de grandes atores. Nota 6
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FLORES DO ORIENTE (Jin líng shí san chai, Zhang Yimou, China, 2011) — Tem uma produção de primeira, mas erra na montagem arrastada e por vezes melodramática, e em certa glamourização da violência quando deveria amenizá-la, já que sua premissa é triste e violenta por si só. Nota 6
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OS IMPERDOÁVEIS (Unforgiven, Clint Eastwood, EUA, 1992) — Demora um pouco a se tornar envolvente, mas quando consegue, torna-se arrebatador. Uma história simples, mas cheia de significados e direção inspiradíssima de Eastwood, que consegue dizer muito com pouco. Belíssimo. Nota 9
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INTRIGA INTERNACIONAL (North by Northwest, Alfred Hitchcock, EUA, 1959) — Acredito que a trama esteja um pouco datada, mas seus personagens são interessantes e a forma como Hitchcock filme diversas sequências impecáveis nos lugares mais diversos, é sempre divertida. Nota 8
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L’APOLLONIDE – OS AMORES DA CASA DE TOLERÂNCIA (L’apollonide, Bertrand Bonello, França, 2011) — Utiliza com precisão um bordel na virada do século XX como microcosmo para falar de prostituição de forma sincera e cru. Nota 7,5
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MIB – HOMENS DE PRETO 3 (MIB 3, Barry Sonnenfeld, EUA, 2012) – Sem ter nem um pouco do frescor do primeiro filme, é visível que este aqui tenta trazer algo mais elaborado do que as tramas do seus predecessores. Tem em Josh Brolin tem seu maior ponto positivo, acompanhado de piadas espirituosas sobre a década de 60. Pena que Smith e Jones pareçam um pouco cansados e por abordar viagesn no tempo, o roteiro não consiga terminar sem furos. Nota 7
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MINHA FELICIDADE (Schastye moe, Sergei Loznitsa, Alemanha, 2010) –Possui temas relevantes e roteiro cheio de boas ideias. Mas a direção excessivamente econômica torna tudo um tanto enfadonho. Nota 5
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SETE DIAS COM MARILYN (My Week with Marilyn, Simon Curtis, Reino Unido, 2011) — É frustrante perceber que a semana com uma personagem como Marilyn Monroe não traz nada de interessante ou emocionante. Quem chama a atenção é Kenneth Branagh, já que a Miss Monroe de Michelle Williams é insistentemente irritante. Nota 4
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Game of Thrones 2×10: Valar Morghulis

04/06/2012


Assim como o desfecho do primeiro ano, Valar Morghulis foi antecedido por um episódio extremamente climático e portanto envolto em grande espectativa, restando a ele cumprí-las e dar um desfecho a dezenas de subtramas numa história que ainda não está perto de seu final. Assim, esse episódio 10 novamente funciona como um prequel da próxima temporada, apenas posicionando os personagens para aquilo que veremos a seguir.

Com o episódio 9 focando apenas um núcleo, este aqui precisou encontrar tempo para abordar todos os outros, resultando em algo um pouco irregular e ainda mais anticlímax, já que as melhores histórias acabaram acontecendo principalmente na primeira metade do episódio. A ótima cena inicial, por exemplo, foi a única que trouxe a corte de Joffrey e estabelecendo os novos papéis assumidos por ali, como Tywin sendo nomeado e uma oportuna troca de esposas para o Rei. Sempre me pareceu estranho que ninguém questionasse o noivado do rapaz com a filha de um traidor.

É curioso ver que, assim como acontece na vida real, em Westeros os “desejos dos deuses” também acabam sendo adaptados segundo as vontades dos sacerdotes e fiéis, e o aparente leal Joffrey teve a permissão suprema para cancelar seu casamento. A pobre Margaery, cega de ambição, não tem noção de onde está se metendo e Sansa, coitada, será tratada como prostituta. Ela agora lamenta não ter fugido com Sandor Clegane.

Ainda em Winterfell, Tyrion protagonizou os melhores momentos do episódio quando percebe que sua queda durante a guerra não foi apenas física, mas também oficial e moral. O personagem foi importantíssimo para proteger o local, e um bom estrategista na hora em que conseguiu equiparar as forças dos dois lados da batalha. Mas como o próprio Varys disse, quase ninguém ali se lembrará disso e Tyrion perdeu praticamente tudo aquilo que havia conquistado. É compreensível que ele tenha decidido não fugir com sua amante, já que para um homem como ele num lugar como Westeros, o poder é sua única forma de auto-afirmação, devendo, portanto, tomá-lo de volta.
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Quem finalmente conseguiu se recuperar foi a Khaleesi. A personagem passou a temporada um pouco estagnada, tomando atitudes questionáveis e sem os traços que a tornaram interessante. Aqui, ela não só virou o jogo de forma fantástica ao utilizar seus dragões, como também protagonizou a belíssima cena em que, envolta pela mágica do feiticeiro careca, revê seu falecido marido. Mas nem as fortíssimas juras de amor feitas outrora foram capazes de afastá-la do seu objetivo por ali e isso foi o bastante nos relembrar da grande personagem que é.

Theon Greyjoy também teve um desfecho bastante coerente. Suas frustrações com relação a infância e a família ficaram claras, bem como sua insegurança na hora de liderar e tomar uma decisão. Assim, é até sintomático que ele sido traído por aqueles que deveriam seguí-lo e a forma abrupta com que tudo foi mostrado só me deixou com ainda mais pena do personagem e do seu discurso exagerado e de retórica vazia.

Por fim, as cenas para além da muralha foram as menos interessantes vistas no segundo ano e isso só se confirmou neste final. Jon Snow perdeu o carisma e os caminhos dos demais nunca ficam claros. Além disso, prefiro quando Game of Thrones mantém um pé na realidade apesar do universo fantasioso. Por isso, a cena final, ainda que bastante inesperada, não me animou tanto quanto devia. É esperar pra ver se isso tudo se integrará de forma coesa com as brilhantes intrigas palacianas vistas por aqui.
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MAD MEN – primeira temporada: melhores momentos

30/05/2012

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  • Peter “termina” com Peggy um caso que nem começou. (1×03)
  • Don revelando a Rachel Menken que é casado. (1×03)
  • A reação de Betty ao receber o marido depois que ele sumiu ao buscar o bolo de aniversário da filha. (1×03)
  • Cooper explicando a Roger e Don porque Peter não pode ser demitido. (1×04)
  • Os homens se levantam para saudar a traseira avantajada de Joan. (1×06)
  • Roger comparando seu flerte com Betty a um estacionamento na vaga errada. (1×07)
  • Peter andando pelos corredores da Sterling Cooper segurando uma espingarda. (1×07)
  • O pequeno Don aprende da forma mais fria possível que o pai não é uma pessoa confiável. (1×08)
  • Depois de acordar o filho pedindo-o que lhe perguntasse qualquer coisa, Don jura que jamais mentirá para o garoto. (1×08)
  • Ao ouvir de Betty que esta desistiu de voltar a modelar para não negligenciar suas funções como dona-de-casa, Don diz que queria ter tido uma mãe como ela. (1×09)
  • Em meio a festa durante a noite da eleição, alguns funcionários da Sterling Cooper resolvem encenar a peça escrita por Paul Kinsey. (1×12)
  • Logo após ser promovida a redatora-júnior, Peggy dá a luz uma criança que nem sabia existir. (1×13)
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Game of Thrones 2×09: Blackwater

28/05/2012


Que o episódio dessa semana era o clímax da temporada, com uma batalha anunciada há vários episódios e uma possível virada após os capítulos “lentos” vistos antes, todo mundo já sabia. A boa notícia é que o episódio não decepcionou nem um pouco e foi com certeza o melhor desta segunda temporada. Uma hora que passou como se fossem poucos minutos, algo bem raro de ver por aqui, e focando em apenas um dos diversos núcleos e um acontecimento praticamente em tempo real, a série conseguiu um nível de envolvimento e tensão incomparáveis.

Tudo bem que algumas cenas de batalha, principalmente aquelas situadas logo após o desembarque de Stannis e sua tropa, poderiam ter sido melhor dirigidas, já que em alguns momentos não dava pra entender exatamente o que estava acontecendo. Mas no geral foram sequências muito bem feitas, desde a explosão com o fogo vivo, resultando numa imagem assustadoramente bela, até a chegada da cavalaria de Tywin Lannister.

Seu filho Tyrion mostrou-se novamente um bom estrategista e um bom líder, mas ficou difícil lidar com adversários mais numerosos e mais bem preparados, ainda mais depois que seus soldados perderam a presença do Rei e até do chefe da guarda real. Se o povo de King’s Landing já odiava Joffrey, imagino que consequências a sua postura medrosa e covarde nesta batalha provocará perante sua corte e seus soldados. E confesso que fiquei um pouco sem entender as razões da rápida debandada de Sandor Clegane e sua proposta de ajudar Sansa.

Mas o roteirista desse episódio, que por sinal é o autor da obra original, sabia que Game of Thrones é muito mais do que uma simples guerra e tratou de alternar as cenas de ação com Cersei apavorada e bêbada ameaçando Sansa e as demais mulheres que seriam vítimas de um “grande sofrimento” caso Stannis ganhasse a batalha. Se sóbria Cersei já é fria e intimida qualquer um, alcoolizada e sem papas na língua a personagem gerou um misto de pena e medo, num ótimo momento da atriz Lena Headey.

Será difícil o season finale alcançar o nível de excelência visto aqui, mas se conseguir pelo menos aproveitar suas consequências e deixar ganchos interessantes para TODOS os personagens, eu me dou por satisfeito.
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