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Grey’s Anatomy 8×24: Flight

19/05/2012


Pra quem pensava que a temporada de Grey’s pudesse se recuperar na reta final, o engano não poderia ser maior. Nos últimos episódios, a criadora e roteirista Shonda Rhimes investiu num plot enorme abordando o que ela própria chamou de great migration: após os exames finais, os residentes precisaram escolher aonde continuariam suas carreiras, gerando dúvidas, brigas e rompimentos. Além deste ser um ótimo plot para um final de temporada, seria também muito eficiente até para pôr um fim a série. Por isso, é muito frustrante perceber que o assunto foi praticamente ignorado naquele que deveria ser seu momento de maior importância: o season finale.

A maioria dos fãs da série deve concordar que o Seattle Grace já viu tragédia demais ao longo desses anos, mas a gente gosta, afinal, o público chiou quando a finale anterior foi considerada morna por não trazer nada marcante. Esse acidente de avião poderia até funcionar se fosse utilizado mais ou menos como ocorreu no tiroteio há dois anos. Uma situação crítica que põe as relações em xeque, une os personagens, faz repensar e deixa consequências interessantes. Mas não foi nada disso que ocorreu aqui.

Eu adoro a Lexie desde que ela surgiu na série, a atriz é muito boa e até quando a personagem ficou sem história, ainda gostava das suas cenas. No entanto, o que incomodou a princípio não foi nem a sua morte e sim como ela foi feita. A Shonda acertou a estabelecer de cara que a Lexie ia morrer, sabia que ia morrer e assim, passaríamos o episódio inteiro sofrendo pelo inevitável. Mas a espectativa foi quebrada quando a personagem partiu em 15 minutos, numa cena preguiçosa e nada a altura de uma despedida, ainda mais com um Sloan que não convence (Eric Dane péssimo ator, como sempre) e sem nem a presença da irmã. Muito frustrante.

A maioria das cenas na floresta foi uma gritaria boba, às vezes plausível, como Arizona em estado de choque, mas quase sempre forçada, com questionamentos simplórios e sem um pingo de sutileza e sensibilidade que a gente costumava amar nessa série. E com médicos sempre sofrendo as dores físicas, porque o único que parecia estar de luto, na verdade também estava morrendo. Tudo ainda mais crítico porque o sinalizador não funciona, ninguém percebe que o avião caiu, ninguém entra em contato com ninguém. Sei.
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Fiquei imaginando a importância dessa cirurgia nos gêmeos siameses. Os médicos eram esperados de manhã e as pessoas só resolvem questionar aonde foi parar o avião umas doze horas depois do previsto, quando na verdade, eles já deviam até ter voltado pra casa. Parece que foi tudo armado para que a Shonda pudesse aproveitar ao máximo uma situação que poderia ter sido concluída de uma vez, como ocorreu com o tiroteio. Se fosse assim, que fizessem um episódio duplo e não deixassem algo inacabado e sem clímax.

No meio de tudo, surgiram cenas boas justamente no ambiente mais óbvio: o hospital. Gostei da despedida da Teddy, principalmente do abraço final com o Owen, quando surpreendentemente me emocionei. A personagem nunca representou muito por aqui, e nem deixará muitas saudades, mas é uma despedida cheia de sentimentos conflitantes, de histórias pra contar. Foi no mínimo envolvente. E o mesmo pode ser dito da mensagem do Karev para a Arizona, muito sincera e nada condescendente.

Gostei também da Callie dando uma lição nos malas do Avery e da Kepner (esses sim, podiam partir pra nunca mais voltar) e mais ainda quando ela diz que tudo muda rápido demais e por isso eles não devem desperdiçar aquele momento, justamente quando a esposa e os amigos dela correm risco de vida a alguns quilômetros dali. “Life changes in a heartbeat”, já dizia uma das melhores taglines da série e aqui ela foi mais aplicável do que nunca.

Agora, é esperar que se tire o melhor das consequências desta nova tragédia – nada de estresse pós-traumático de novo, por favor -, que dêem uma despedida digna pra Lexie e que o início da próxima temporada consiga apagar a cagada que fizeram. Dona Shonda já mostrou do que é capaz, só precisa expurgar o demônio péssimo roteirista que a possuiu quando ela escreveu isso aqui.
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Também poderá gostar de:
Grey’s Anatomy 8×23: Migration
Grey’s Anatomy 8×22: Let the Bad Times Roll
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One Comment leave one →
  1. 21/10/2012 12:21

    Também fiquei sem entender a demora em perceberem que o avião caiu….nossa nem uma ligação pra saber se ta tudo ok, nem de Callie pra Arizona… mas acredito que ela quis passar que estavam todos muito ocupados, tanto que logo no começo Owen diz para sua secretaria colocar todas as ligações na caixa postal e só depois no fim do episódio, é que ele senta pra ouvir os recados, e desde pela manhã, o hospital onde estavam as siamesas estava preocupado com a euipe de Seatle que não chegava.

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