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Grey’s Anatomy 8×22: Let the Bad Times Roll

06/05/2012


A vontade de ser dramático, de provocar discussão, de fazer seus personagens sempre terem grandes momentos de breakthrough fez com que esse episódio fosse apenas OK, enquanto ele poderia ter sido ótimo.

Tudo começou muito bem, com a série acertando na montagem entre os residentes sendo avaliados e abordando de forma diferente cada um dos médicos. Foi interessante perceber que cada avaliação refletiu, pelo menos no início, a própria personalidade dos médicos. Christina, por exemplo, mostrou-se firme e com respostas exemplares, revelando sua já famosa competência. O fato dela ter tido um examinador lento e aparentemente arcaico pode parecer conveniente para quem escreveu o roteiro, mas é o tipo de recurso que funciona e mostra-se necessário para criar algum tipo de tensão.

Enquanto isso, o Avery ficou incomodado com a presença da mãe, algo que também lembra seus principais dramas lá no Seattle Grace: os “mammy issues” e dilemas familiares, tendo um sobrenome de peso pra carregar, diversas cobranças e uma mãe pra lá de intrusiva e controladora. Ainda bem que ele tinha avaliadores sensatos que o alertaram sobre a incoerência de sentir-se distraído por um barulhinho que poderia ser muito maior durante uma operação.

Já o Karev veio com a mesma arrogância que costuma apresentar no trabalho, aparentemente se esquecendo de que ali ele precisava provar que merece o título de cirurgião, além do fato de já ter perdido a primeira parte da prova. E se na semana passada os roteiristas exageraram ao fazer o personagem abandonar a avaliação para ver o filho da Morgan morrer, desta vez a gritaria e a intimidação pra cima dos avaliadores também não fez sentido.

A Meredith, coitada, doente e com a cara vermelha, acabou entrando naquela onda que já conhecemos lá no ínício da série: insegurança, carência, auto-sabotagem e auto-diminuição. Mas a verdade é que qualquer um se solidarizaria com a situação deplorável da moça (a cara dela me lembrou do episódio em que anda bêbada pelo hospital) e teria pena das respostas erradas. E achei estranho a moça conseguir raciocinar tão rápido mesmo estando tão doente.
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E a última residente foi a Kepner, onde a série, na minha opinião, errou mais. Primeiro que aquela postura extremamente insegura e infantilóide durante a prova já deixaria os avaliadores com o pé atrás. Depois veio a cena de sexo com o Avery, que foi cool e poderia até funcionar se não tivesse sido durante o intervalo de dez minutos de uma prova tão decisiva para os dois. No fim, a Kepner resolve fazer desabafos e confissões tolas pra quem não tem nada a ver com isso e pior, pra quem ela deveria mostrar que possui a capacidade de liderar uma equipe cirúrgica. Pelo menos a série foi coerente e a moça foi a única que não conseguiu passar na prova. Afinal, quem aprovaria uma menina histérica e mimada como aquela?

No Seattle Grace, a história do amigo da Arizona foi legal e gostei da relação que fizeram com o caso do irmão falecido dela. Foi claramente um plot criado apenas para trazer algumas cenas pra ela e pra Callie, já que as duas praticamente não tiveram função nessa temporada. Gostei das cenas, principalmente da Arizona transtornada, já que ela parece estar sempre feliz e otimista. Mas sinceramente, o que isso traz de desenvolvimento pra personagem e pra série como um todo? Absolutamente nada, convenhamos.

E na semana passada eu reclamei aqui do caso Lexie e Mark, que é de longe a coisa mais arrastada de Grey’s Anatomy. Pois dessa vez eles tiveram o que parece ser o game changer da história: acabaram o flerte, o mimimi e as conversas constrangedoras com a Little Grey finalmente se declarando e colcoando tudo em pratos limpos. Resta saber se a série vai abraçar aquilo mesmo que ela propos ou vai continuar enrolando com uma trama que a gente já sabe o final.
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Também poderá gostar de:
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3 Comentários leave one →
  1. 07/05/2012 19:52

    Reação escrotíssima a da April, mas gostei do epi.

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