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Grey’s Anatomy 8×21: Moment of Truth

29/04/2012


Às vezes você quer e precisa desabafar, lidar com um assunto do qual tem vergonha ou não se sente confortável em abordar, mas não quer olhar no olho, encarar o problema, e não encontra um espaço em que tudo pode ser dito do jeito que deseja. Por isso, a cena em que Christina e Meredith conversam em quartos separados – a melhor vista nesta semana – foi tão boa. É como se aquela parede, que a princípio as separava, na verdade deixasse as duas ainda mais próximas, colocando-as numa posição de conforto para dizerem aquilo que  quisessem. E não foi a toa que só no fim elas puderam se tocar.

Christina sempre foi uma pessoa independente, discreta e sua vontade de adiar ao máximo dizer a verdade a Meredith é compreensível já que quando se conta algo a alguém, há a sensação de que aquilo é mesmo verdade. Foi preciso que Grey estivesse vulnerável e ambas vivendo uma situação tensa e decisiva com relação às suas carreiras, para que elas tivessem um momento para finalmente conversarem. Christina pôde desabafar sobre o seu casamento com Owen e as duas ainda colocaram em pratos limpos que suas decisões daqui pra frente definirão também a distância a qual a amizade terá de suportar.

Gostei de ver os atendentes ansiosos e animados com os exames dos residentes. Teddy mais nervosa que a própria Christina, que por sua vez não deu nem chances para que o Owen, destruído por dentro, pudesse desejar pelo menos boa sorte. Além do conflito que surgiu com Teddy desde a morte de Henry, a médica virou ainda a mentora e conselheira de Christina, justo no momento em que ele, o marido, era quem deveria estar ao seu lado. Só achei estranho a Callie ficar orientando a Bailey como mediadora da tensão na sala de cirurgia, como se a Nazi precisasse de alguém para dizer como e quando dar lições nos outros.
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Bonito ver também a Arizona preocupada com o futuro do Karev e sendo franca ao dizer que quer vê-lo lá, ao lado dela, e não em qualquer outro hospital. O sofrimento da Morgan ao perder seu filho recém-nascido realmente emocionou e a atriz que a interpreta é muito boa, além de já ter mostrado uma ótima química com o Karev em outros episódios. Pena que no terço final eles tenham forçado a barra e o Alex decidir simplesmente colocar em risco a carreira só pra voltar pra Seattle e ver o bebê morrer. Faltou verossimilhança.

Da mesma forma, soou artificial a aproximação da Kepner e do Avery. Ela já havia sido sinalizada antes, mas de forma sutil. Agora, começou com a April irritantemente nervosa e percorrendo o famoso arco da fragilidade-ascensão-euforia-queda, tudo para criar um momento intimo com o Avery, mas que no fim, não era nada demais e terminou ainda com outro conflito WTF envolvendo religião. Bem melhor foi a consumação do desejo de outra Avery, a mãe, pra cima do Webber. Só falta um pouco de química aos dois.

Por fim, ficou o plot mais arrastado de Grey’s Antomy, envolvendo Lexie e Mark. Os dois não tem motivos pra ficarem separados e toda hora a Shonda vem com uma baboseira. Dessa vez foi o Sloan (cada vez mais magro e parecendo doente) ficando cego e dizendo um monte de besteira sem motivo algum. Ainda bem que a Lexie é muito legal e a atriz muito boa, não deixando tudo ir por água abaixo.
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