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Grey’s Anatomy 8×17: One Step Too Far e 8×18: The Lion Sleeps Tonight

09/04/2012


Se os dois episódios anteriores não traziam o que Grey’s Anatomy possui de melhor e já indicavam o certo desânimo que domina a segunda metade da temporada, os seguintes também não conseguiram redimir esse problema, mesmo que seja inegável que a qualidade tenha subido bastante.

Christina, como sempre, protagonizou as melhores histórias. Não por causa da traição, que é algo até meio boring e sempre gera um mimimi que nunca emociona ninguém. Bonito mesmo foi vê-la envolvida com o paciente que não conseguia abandonar o companheiro e dizendo que deixá-lo vivo é uma espécie de morte em câmera lenta. Ficou difícil não se emocionar com o relato sobre a falha progressiva dos órgãos quando uma das principais características do ser humano é se apegar ao passado, ao que já foi bom – e usar isso como desculpa para não por um fim àquilo que está ruim agora, no presente.

Quando Owen conta que traiu Christina, lembrei do momento em que a médica diz ao marido do paciente que se o acidente tivesse sido fatal, ele já saberia e não estaria sofrendo dessa forma. Yang talvez precisasse saber a verdade para perceber que o relacionamento deles não tem mais jeito, que a felicidade de outrora não justifica mais o sofrimento de agora. E seu confronto em seguida com a enfermeira chata foi mais do que plausível. Ela precisava ter certeza. Pena que desconfiou da pessoa errada.

Da mesma forma, gostei de vê-la no episódio seguinte criando corações a partir do nada, mais uma das belas metáforas da dona Shonda. O melhor foi que ela ficou calada o tempo todo mas sua interpretação continua dizendo muito. Como na cena final, sem uma fala sequer, mas cheia de significados.
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Bom também ver Meredith toda madura e segura frente ao erro médico. Sempre foi cheia de problemas emocionais, agora aconselha com firmeza a irmã menor, que se desespera depois do erro gravíssimo que cometeu. E Grey anda tão centrada que lida até com certa frieza com o problema conjugal vivido pela melhor amiga e só explode mesmo quando chega no conforto do lar. Bem melhor do que na época em que a moça andava bêbada pelos corredores do Seattle Grace.

Karev também se manteve interessante, com a residente apegada num momento de fraqueza. Apesar de achar que a moça estava mesmo exagerando, é fácil perceber que Karev se deixa envolver com pacientes desse tipo, mulheres solitárias e crianças muito doentes. E foi difícil concordar com a forma como ele resolveu “terminar” a relação, tratando-a mal justo no momento em que ela precisava tomar uma decisão horrível.

O restante decepcionou um pouco. Callie e Arizona continuam sem função e foram colocadas numa trama boba sobre ex-namoradas. Grey’s virou uma série teen e ninguém me avisou? O mesmo pode ser dito de Mark e Lexie, que ficam num vai-e-vem interminável, talvez porque a Shonda saiba que não tem pra onde caminhar depois. Só Teddy ainda rende bons momentos mas ainda remanescentes da morte do marido. Mas essa é outra personagem que não tem função e coesão com os demais. Diícil imaginar o que ainda podem inventar pra ela.
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Também poderá gostar de:
Grey’s Anatomy 8×15: Have You Seen Me Lately e 8×16: If Only You Were Lonely
Grey’s Anatomy 8×14: All You Need Is Love
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