Skip to content

A Bela e a Fera [Beauty and the Beast]

10/02/2012


Que as plateias e os filmes se tornaram mais cínicos desde 1991 até os dias atuais é algo facilmente notável, principalmente os longas dirigidos ao público infantil. Por isso, é ainda mais impressionante perceber que após 21 anos A Bela e a Fera continua um filme lindo, divertido, emocionante e cujo pequeno discurso acerca das aparências permanece relevante.

Aqui, a Bela do título é a jovem moradora de uma pacata vila que se sente deslocada e é incompreendida pelos vizinhos porque, vejam só, é mais inteligente e sonhadora do que deveria e aparenta ser. Até o dia em que seu pai se vê preso num castelo amaldiçoado e a moça decide ficar no lugar dele, tendo que viver para sempre com o dono do lugar, um monstro horrendo na superfície mas que esconde um homem com o sonho de voltar a ser feliz.

Assim, temos a protagonista linda por fora, porém bem mais interessante por dentro; a Fera pavorosa contaminada por anos pelo próprio preconceito; objetos e utensílios adoráveis, como o candelabro e o relógio, mas que na verdade encerram em si grandes personalidades; o homem mais bonito do vilarejo, que deseja Bela acima de tudo porque ela é a única ali tão bonita quanto ele; e a belíssima rosa protegida por um vidro brilhante mas que na verdade representa uma terrível maldição.

Apesar desses elementos, a Bela e a Fera é um filme ingênuo e encantador e é preciso muito cinismo pra não se entregar a uma história romântica e carismática. Afinal, se até Shrek, uma animação que homenageava satirizava os contos de fada se rendeu a maldições quebradas apenas por amores verdadeiros, por que aqui isso haveria de soar piegas?

Lançado no final de 1991, o longa fez história ao se tornar o primeiro desenho a ultrapassar a marca dos 100 milhões de dólares de bilheteria e a ser indicado ao Oscar de melhor filme. Levou somente o de melhor canção, para a inesquecível Beauty and the Beast, e melhor trilha sonora, composta pelo mestre Alan Menken, o homem por trás das músicas de diversos clássicos Disney.

Quanto ao 3D, ele só se torna relevante quando há planos abertos e profundos e é bom perceber que poucas coisas surgem saltando da tela. Mas a verdade é que isso se torna apenas um pretexto para que a gente possa rever na tela grande um filme eterno e irresistível.
.

Também poderá gostar de:
A Separação [Jodaeiye Nader az Simin]
Tudo pelo Poder [The Ides of March]
Toy Story 3

2 Comentários leave one →
  1. 11/02/2012 0:58

    Essa magia da ingenuidade que envolve o público, que cerca lições e mensagens simples mas verdadeiras, é algo que as melhores animações da Disney nunca perdem. Embora nunca fosse um dos maiores fãs de A BELA E A FERA, acho que nunca havia gostado tanto quanto dessa vez no cinema. E é bom ver como a história resiste, emocionando não só a mim, mas a outras pessoas que também estavam ali na mesma sessão.

Trackbacks

  1. Filmes assistidos – fevereiro de 2012 « Melhores Coisas

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: