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Filmes assistidos – janeiro de 2012

03/02/2012
aventurasdetintim

2 Coelhos (idem, Afonso Poyart, Brasil, 2011) — Abusa de recursos estilísticos sem a menor coesão, o que torna cansativo em alguns momentos. Mas o problema é compensado pelo ótimo roteiro, inteligente, com boas reviravoltas e redondinho. Destaque também para o elenco e a montagem. Nota 7,5
.

50% (50/50, Jonathan Levine, EUA, 2011) — Consegue emocionar bastante não através do melodrama que o tema acerca do câncer sempre traz e sim pela relação que constrói entre seus personagens e até pela leveza. Um ótimo roteiro. Nota 7,5
.

Ataque ao Prédio (Attack the Block, Joe Cornish, Inglaterra, 2011) — Feito com baixo orçamento mas muita criatividade, aborda a temática da invasão extraterrestre do ponto de vista de um subúrbio londrino, resultando num longa divertido e realista na abordagem dos personagens. Nota 7
.

As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin – The Secret of the Unicorn, Steven Spielberg, EUA, 2011) — Spielberg estava inspirado quando pegou esse roteiro bom e o tornou ótimo. É um longa divertido, super ágil e lindo de se ver, principalmente nas transições entre cenas aparentemente distintas. Não é nada inesquecível, mas seus méritos técnicos são inegáveis. Nota 7,5
.

As Canções (idem, Eduardo Coutinho, Brasil, 2011) — É cheio de personagens e depoimentos encantadores, que emocionam e fazem rir quase que ao mesmo tempo. Pena que na segunda metade, as histórias soem um tanto repetitivas, tornando o longa maior do que devia. Nota 7
.

Cavalo de Guerra (War Horse, Steven Spielberg, EUA, 2011) — É uma pena ver uma produção tão caprichada a serviço de uma história vazia. Passa-se mais de duas horas sem um personagem cativante, sem uma cena emocionante e o pior, sem elementos que permitam com que nós nos importemos com o cavalo do título. Um desperdício de talento. Nota 4
.

A Cor Púrpura (The Color Purple, Steven Spielberg, EUA, 1985) — Na revisão, tornou-se longo demais e por vezes piegas, o que enfraquece uma história triste e emocionante por si só, mas não as grandes atuações, principalmente a de Whoopi Goldberg. Nota 5
.

A Dama de Ferro (The Iron Lady, Phyllida Lloyd, Reino Unido, 2011) — A atuação de Meryl Streep é impressionante, principalmente na fase mais idosa de Tatcher. Mas o roteiro e a direção não realizam um estudo de personagem, não constroem as relações que permearam a vida da protagonista ou sequer fazem um retrato da época em que ela viveu. Ou seja, não fazem nada. Nota 3.
.

Os Descendentes (The Descendants, Alexander Payne, EUA, 2011) — De um filme de Alexander Payne, era esperado um roteiro mais esperto e com uma construção de personagens mais interessantee. Mas trata-se de uma história tocante, sensível e com ótimas atuações de George Clooney e Shailene Woodley. Nota 7,5
.

O Espião Que Sabia Demais (Tinker Taylor Soldier Spy, Tomas Alfredson, Inglaterra, 2011) — O início é um pouco confuso e arrastado mas logo a trama de espionagem torna-se muito bem amarrada, envolvente, complexa e inteligente. Pena que o finalzinho decepcione um pouco, mas talvez seja preciso rever. Nota 8
.

Ganhar ou Ganhar (Win Win, Thomas McCarthy, EUA, 2011) — Filme simples, bem escrito e com uma história e elenco adoráveis. Acerta principalmente na criação de personagens carismáticos, num enredo que aposta em coincidências, mas é verossímel, e não possui vilões mas pessoas que erram mas querem acertar. Nota 7
.

A Guerra Está Declarada (La Guerre Est Déclarée, França, EUA, 2011) — A decisão de protagonistas de reviver o terror da batalha contra o tumor do filho pequeno é interessante e corajosa. Mas o longa carece de relevância já que a suposta novidade, a abordagem de como o problema afetou a vida perfeita dos pais e transformou a relação entre eles para sempre, não traz frescor suficiente. Nota 5
.

Guerreiro (Warrior, Gavin O’Connor, EUA, 2011) — Acerta na construção de um drama forte, com personagens antagônicos mas humanos e dignos. E também nas cenas de luta, emocionantes e bem filmadas. Uma boa surpresa. Nota 7,5
.

Hanna (idem, Joe Wright, Inglaterra, 2011) — Tem boas cenas de ação, visual apurado, trilha especialíssima composta pela dupla The Chemical Brothers, mas a história é rala, nunca deslancha, e as atuações são um pouco acima do tom. Nota 5,5
.

Histórias Cruzadas (The Help, Tate Taylor, EUA, 2011) — Apesar das boas atuações, principalmente de Viola Davis (que é coadjuvante e não principal), é um longa arrastado, artificial, maniqueísta e possui elementos que contradizem a óbvia mensagem anti-racista. Um absurdo estar concorrendo a prêmios. Nota 4
.

Imortais (Immortals, Tarsem Singh, EUA, 2011) — Herdeiro de filmes com estilo megalomaníaco de cineastas como Zack Snyder, este aqui possui uma história frouxa – mesmo sabendo que ela não deveria importar muito -, e cenas de ação que não empolgam, não encontram ritmo e parecem somente um excesso de virtuosismo. Não funciona nem como passatempo. Nota 2
.

J. Edgar (idem, Clint Eastwood, EUA, 2011) — Poderia ser um estudo de personagem de uma figura complexa ou o registro de uma época e da formação de uma instituição como o FBI. Mas não consegue ser nem um, nem outro, com um roteiro perdido, montagem confusa e direção decepcionante. Nem DiCaprio acerta e só vale pela sensibilidade na abordagem da relação amorosa central. Nota 4
.

Ligações Perigosas (Dangerous Liaisons, Stephen Frears, EUA, 1988) — Uma rede de intrigas sedutora, diálogos inteligentes, produção de primeira e Close, Pfeiffer e Frears na sua melhor forma. Nota 8,5
.

Românticos Anônimos (Les Émotifs Anonymes, Jean-Pierre Améris, França, 2010) — Ficou fácil se identificar com essa história sobre pessoas extremamente tímidas. Uma comédia romântica deliciosa, com personagens pitorescos, situações leves e engraçadas e elenco eficiente. Nota 7
.

A Separação (Jodaeiye Nader az Simin, Asghar Farhadi, Irã, 2011) — Uma abordagem realista de uma história universal em que todos os personagens são tão humanos e verdadeiros que, quando assumem lados opostos, fica impossível julgá-los e escolher um lado. Grandes atuações e uma aula de roteiro. Um filme quase perfeito. Nota 9 (texto completo)
.

Tomboy (Idem, Céline Sciamma, França/Bélgica, 2011) — Aborda de forma simples e delicada um tema espinhoso como o transtorno de identidade de gênero, sem fazer julgamentos e buscar respostas. Destaque para a protagonista Zoé Héran, soberba num papel complicadíssimo. Nota 7,5
.

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8 Comentários leave one →
  1. daniel permalink
    03/02/2012 23:41

    nessa lista de filmes senti falta da review de Millenium.

  2. 05/02/2012 8:52

    Pelas fotos que vi, DiCaprio está feio de velhinho, mais por conta da maquiagem, que está um horror!!!

  3. 08/02/2012 18:40

    Fiquei com vontade de ver Guerreiro. E que obra-prima é esse A Separação, hein?

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