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Alcatraz 1×01: Pilot e 1×02: Ernest Cobb

21/01/2012


Quem já teve a oportunidade de conhecer a ilha de Alcatraz e sua prisão, localizada na Baía de São Francisco, certamente percebeu a beleza do lugar e mais do que isso, sentiu a importância histórica presente ali, com dezenas de fatos, contos e lendas interessantes que povoam o local. No entanto, nenhuma delas possui qualquer relação com o que inventaram para essa nova série da FOX.

Alcatraz já começa expondo sua premissa: em março de 1963, a prisão de segurança máxima foi fechada e seus presos transferidos devido ao alto custo para manter o local. A verdade é que nessa mesma época, todos os internos e funcionários da ilha simplesmente desapareceram e o mistério foi mantido em segredo. Agora, tantos anos depois, os presos reaparecem sem qualquer traço de envelhecimento e com uma agenda própria.

Se a trama central parece interessante, isso não pode ser dito do desenvolvimento. Logo no piloto, somos apresentados à Rebecca Madsen (Sarah Jones), detetive de São Francisco que se vê envolvida num caso de assassinato cometido por um dos presos desaparecidos, e que pede ajuda ao Dr. Diego Souto (Jorge Garcia) um historiador especialista na ilha de Alcatraz. Os dois, então, descobrem que há uma espécie de força-tarefa secreta para achar as pessoas desaparecidas na época e que estão surgindo agora, comandada por Emerson Hauser (Sam Neill) com o auxílio de Lucy Banerjee (Parminder Nagra).

Em Alcatraz, nem a mitologia criada nem os personagens foram bem construídos. Tanto Rebecca quanto Diego decidem se envolver com o caso sem muita explicação. Na verdade, a relação dos dois com o mistério se dá basicamente ao acaso. Ao ouvirem por alto o que aconteceu por lá, a discussão se dá de forma superficial e os diálogos são quase sempre sem inspiração, chegando a terminar com um “Por que você não cala a boca?” quando o roteirista não sabia como colocar fim à conversa.

Ficou claro também que os roteiristas ainda não sabem exatamente como explicar os mistérios que eles mesmos criaram. Nessa estreia dupla, informam mal e porcamente o mínimo necessário para criarem uma espécie de procedural sci-fi, onde o caso do dia consiste em achar o preso da vez que resolveu aparecer. São mostrados flashbacks da rotina do criminoso na época da prisão e tal estratégia poderia funcionar se o maniqueísmo não fosse tão persistente. Aqui, o diretor e os guardas são os vilões; os presos, apenas pobres coitados sofrendo agruras numa penitenciária.

Como se não bastasse, o elenco ainda não achou o seu lugar. Com exceção de Sarah Jones, que carrega bem o seu papel, o restante varia da canastrice, como Sam Neill, até a pura falta de talento e de adequação ao papel, como Jorge Garcia. Além disso, o visual é meio cafona e a trilha sonora é alta e insistente.

Ainda assim, é possível que eu dê mais uma chance a isso aqui. The 4400, a série que tinha um plot bastante parecido com esse, conseguiu ter temporadas razoáveis e eu não resisto a um bom mistério. Mas a julgar pelo visto até aqui, Alcatraz vai ser ruim. Pura e simplesmente.
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2 Comentários leave one →
  1. 25/01/2012 18:20

    Acabei de ver o terceiro e vou largar também. Esse seuspense com caso do dia não funciona pra mim.

Trackbacks

  1. Touch 1×01: Pilot « Melhores Coisas

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