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Os Especialistas [Killer Elite]

10/12/2011

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Revelado na primeira parte da cinessérie Carga Explosiva, Jason Statham tornou-se o principal protagonista de filmes de ação nos anos 2000, com carisma, presença nas cenas dramáticas e, digamos, bons atribuitos físicos. Seu sucesso levou-o até a participar de Os Mercenários, longa dirigido por Sylvester Stalone e cheio de heróis de outrora, e está cotado para estrelar o sexto filme da franquia Velozes e Furiosos, outro hit atual de ação descerebrada. Em Os Especialistas, o ator chega a fazer jus à fama que ganhou, mas não compensa um roteiro ruim, provavelmente reescrito várias vezes, e recheado de péssimos diálogos.

Statham encarna Danny, um ex-assassino profissional que é obrigado a voltar à ativa depois que seu antigo parceiro (Hunter, vivido de forma risível por Robert De Niro) é sequestrado por um xeque de Omã. A missão é matar os três ex-agentes da S.A.S., divisão do Serviço Secreto Britânico extinta na década de 80, que teriam sido responsáveis pela morte de três filhos do líder árabe.

A operação logo levanta as supeitas de outros ex-agentes, que, liderados por Spike (Clive Owen, meio canastrão) passam a interferir nos planos de Danny. A situação até rende um bom jogo de gato-e-rato no começo quando se atém apenas às investigações e suspeitas de ambos os lados. Mas não demora muito para que tudo se resuma a lutas e perseguições automobilísticas que nunca empolgam.

O diretor estreante em longas Gary McKendry não foi capaz de extrair atuações dignas e nem de orquestrar com precisão a parte técnica. A montagem, por exemplo, não consegue alternar com fluidez os dois lados da história e adquire um ritmo lento no terço final. E tanto os efeitos de som quanto a trilha sonora parecem altos de mais.

No entanto, o maior problema aqui é o roteiro, escrito por Matt Sherring baseado num livro que supostamente conta uma história real. A relação entre Danny e Hunter nunca é mostrada de forma tão intensa que explique tamanho esforço do primeiro para salvar o segundo e os demais personagens também não possuem diálogos que provoquem qualquer empatia. Sherring até tenta dar uma dimensão maior a Danny introduzindo um interesse amoroso (a belíssima Yvonne Strahovsky, que possui uma boa química com Statham) mas nada que chegue a ser envolvente.

No fim, o roteiro se perde ainda mais, quando se estende além do que devia e parece não saber direito que rumo dar aos personagens. O diretor ainda teve a coragem de colocar letreiros informando o que teria ocorrido aos envolvidos na história, acreditando que alguém pudesse se importar com aquilo que acabou de ver. Em seu primeiro longa, McKendry parece ingênuo ou esperançoso de mais.
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