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Dexter 6×08: Sin of Omission e 6×09: Get Gellar

29/11/2011

**CONTÉM SPOILERS**


Dexter chegou ao fundo do poço com esses dois últimos episódios. Se antes eu achava que os roteiristas queriam que os espectadores descobrissem a virada aos poucos, fornecendo pistas com as aparições-surpresa do Gellar, a forma como a revelação foi feita no episódio 9 –  cheia de suspense barato e com uma enrolação sem tamanho – mostrou que os produtores estavam equivocados e pretensiosos e o pior, achando-se geniais por terem criado um twist que todo mundo já havia percebido. O resultado foi nada menos que constrangedor.

Imagino que até o Michael C. Hall tenho ficado constrangido com os rumos que a série tomou. O roteiro aqui foi tão ruim que criou situações repetidas dentro do mesmo episódio, com Dexter tentando emboscar o Gellar duas vezes (e provando que o desejo era realmente enrolar para fazer a revelação no final), “pecando por omissão” sucessivas vezes e sendo enganado por um assassino de quinta. A cena final, mostrando a surpresa do protagonista, beirou o risível.

Incomoda também a forma como estão usando a narração. Antes, o recurso era usado para aprofundar a psicologia do personagem, fornecer dados para que pudéssemos entender sua visão de mundo e até como ironia, quando Dexter dizia algo e pensava outra coisa. Agora, cada vez mais é um mero recurso didático aborrecido, já que cada passo é sempre devidamente narrado e muitas vezes irrelevante. Um exemplo é o momento em que Dexter encontra Travis deitado na igreja e sente sua respiração com o rosto. A narração prontamente diz: “ele está respirando”. Ou a última fala do episódio, quando o protagonista vê o corpo do Gellar mas a narração insiste em dizer: “Gellar”. Por que os roteiristas subestimam tanto assim seus espectadores?

Como se não bastasse, as tramas paralelas não são interessantes e nunca se encaixam de forma orgânica com a trama principal. Quinn e Batista rolando no chão foi outro momento podre do episódio e a ligação do estagiário do Masuka com a mão do IceTruck Killer me parece coincidência de mais. Se fosse em outra época, até podia achar que algo bom poderia sair dalí. Mas agora, só consigo achar tudo sonolento.

A única exceção fica com Debra. Em Sin of Omission, a série conseguiu construir bem a tensão com Dexter, já que, em nova posição, a moça passou a ver suas relações de outras formas e agora se sente mais sozinha. Além de saber que havia sido enganada quando o irmão foi pra Nebraska. E se em Get Gellar abusaram das sessões de terapia para investigar a personalidade de Debra, as conversas foram bem escritas e tiveram a interessante consequência de fazê-la calar a boca da LaGuerta. Hoje, a única coisa que salva a série é a Tenente Morgan.
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Também poderá gostar de:
Dexter 6×07: Nebraska
Dexter 6×05: The Angel of Death e 6×06: Just Let Go
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