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Filmes assistidos – outubro de 2011

06/11/2011

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AMANHÃ NUNCA MAIS (Idem, Tadeu Jungle, Brasil, 2011) — A ideia central, a de um cara que não consegue dizer “não”, é ótima e poderia ter ido além de apenas um dia em que ele quer agradar mulher e filha. Resultou num filme um tanto monótono, mesmo com as boas atuações e alguns momentos inspirados. Nota 6.
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ANISTIA (Amnistia, Bujar Alimani, Albânia/Grécia/França, 2011) — A história de um homem e uma mulher que se relacionam depois de se encontrarem na visita íntima aos seus parceiros na prisão é contada de forma econômica e cru. Havia boas ideias, mas o roteiro não soube aproveitá-las. Nota 5,5.
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A ÁRVORE DO AMOR (Shanzha Shu Zhi Lian, Zhang Yimou, China, 2010) — Sua história de amor não é das mais originais, e a montagem poderia ter cortado alguns minutos. Mas é lindamente filmado, atuado e o final é daqueles que emocionam e dão um nó na garganta. Nota 7,5. (texto completo)
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ATIVIDADE PARANORMAL 3 (Paranormal Activity 3, Henry Joost, Ariel Schulman, EUA, 2011) — Não é tão tenso como o primeiro, mas retoma a trama da série e traz elementos novos na tentativa de evitar uma repetição. Nota 7. (texto completo)
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CONTÁGIO (Contagion, Steve Soderbergh, EUA, 2011) — É eficiente ao tentar ser realista e ao retratar a paranoia e a tensão trazidas pelo tema. Mas nem o elenco de primeiríssima consegue disfarçar o roteiro que não encontra tempo para desenvolver nenhuma das tramas e torna outras totalmente dispensáveis, além de não trazer nada de novo ao assunto. Nota 6.
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CONTRA O TEMPO (Source Code, Duncan Jones, EUA, 2011) — Consegue manter a tensão constante mesmo com roteiro elíptico, o casal protagonista é carismático e a premissa é bem interessante. Pena que a conclusão apele pra um certo sentimentalismo e se perca na própria mitologia da história. Nota 6, 5.
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OS CRIMES DE SNOWTOWN (Snowtown, Justin Kurzel, Austrália, 2011) — É longo de mais e peca pelo ritmo bastante irregular. Mas sua história baseada em fatos reais é fortíssima e chocante, o elenco super competente e o tom realista consegue tornar tudo ainda mais cru. Nota 7,5
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O DUBLÊ DO DIABO (The Devil’s Double, Lee Tamahori, Bélgica, 2011) — Seria mais interessante se o roteiro se aprofundasse na personalidade dos protagonistas e não no maniqueísmo extremo entre mocinhos e vilões. É pretensioso e  Dominic Cooper peca pelo overacting em quase todas as cenas. Nota 5.
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ESTIVEMOS AQUI (We Were Here, David Weissman, Bill Weber, EUA, 2011) — A proposta de trazer 6 gays moradores de São Francisco durante a ascensão do HIV na década e 80 para contar suas histórias rende entrevistas super comoventes. Pena que o longa se limite a uma colagem de depoimentos e fotos de arquivo pessoal, tornando o filme burocrático e um pouco tedioso. Nota 6.
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FUNKYTOWN (idem, Daniel Roby, Canadá, 2011) — Tenta fazer mais um épico da era disco, mas não chega aos pés de obras fortes como Boogie Nights, ou divertidas, como Os Embalos de Sábado a Noite. Abusa do número de personagens e não consegue tempo pra desenvolver todas as tramas. Ficou apenas na pretensão. Nota 5. (texto completo)
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GIGANTES DE AÇO (Real Steel, Shawn Levy, EUA, 2011) — Cumpre perfeitamente aquilo que se propõe a fazer, divertindo e até emocionando em alguns momentos. Tem personagens bem construídos e efeitos especiais perfeitos. Nota 7.
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INQUIETOS (Restless, Gus Van Sant, EUA, 2011) — É cheio de clichês indie, alguns OK, outros irritantes. Mas a história é de uma fofura enorme, alguns diálogos são lindos, a ambientação é charmosa e o final emociona. Nota 7,5.
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INVISÍVEL (Lo Roim Alaich, Michal Aviad, Israel, 2011) — É planfetário demais quando insiste em relembrar o caso real do estuprador no qual se baseia e acaba não contando bem a história que ele mesmo propõe. Desperdiça várias discussões e o pior, a atuação de uma ótima dupla de atrizes. Nota 5. (texto completo)
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LISTA MORTAL (Kill List, Ben Wheatley, Reino Unido, 2011) — Consegue manter a tensão constante e o clima de inquietação, mas derrapa nos subgêneros ao forçar o espectador a imaginar grande parte da história. Nota 6.
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A MULHER SELVAGEM (The Woman, Lucky McKee, EUA, 2011) — Possui um subtexto interessante, principalmente quando discute o conceito de “civilidade” e a pretensão e hipocrisia daqueles que julgam poder civilizar os outros. Trata-se de uma obra gore e resvala na violência gráfica, surgindo orgânica em alguns momentos e exagerada em muitos outros. Mas cumpre seu papel de divertir. Nota 6.
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NAOMI (Hitparzut X, Eitan Zur, Israel, 2010) — Começa como um drama mediano, vira um thriller lento e um pouco sem graça e termina de forma extremamente tocante. Beneficia-se da atuação do protagonista mas é muito irregular. Nota 5.
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O PALHAÇO
(Idem, Selton Mello, Brasil, 2011) — O arco do protagonista é um pouco decepcionante, mas a ambientação é riquíssima, o senso de humor é ingênuo e encantador e os personagens são adoráveis. Selton Mello já se mostra enorme versatilidade logo no seu segundo trabalho como diretor. Nota 7,5. (texto completo)
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PAZ, AMOR E MUITO MAIS (Peace, Love and Misunderstanding, Bruce Beresford,  EUA, 2011) — Tem bons atores, principalmente Jane Fonda e alguns bons momentos. Mas nada salva o roteiro previsível e formulaico, que torna esta apenas mais um comédia romântica esquecível. Nota 4.
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O PIOR DOS PECADOS (Brighton Rock, Rowan Joffe, Reino Unido, 2010) — Faz jus ao nome, já que é difícil achar algo pior. A linguagem é televisiva, o roteiro é confuso, as atuações são acima do tom e a trilha sonora é irritante. Nota 3.
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RAIVA (Kalevet, Aharon Keshales, Israel, 2011) — Vendido como o primeiro filme de terror produzido em Israel, esse é na verdade um filme de suspense muito, muito ruim. O roteirista não faz ideia de como construir uma atmosfera de tensão, os personagens são irritantes e não agem como pessoas normais e as resoluções para que tudo sempre dê errado são extremamente forçadas. É risível em quase toda a sua projeção. Nota 1.
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RED STATE (Idem, Kevin Smith, EUA, 2011) — O novo filme de Kevin Smith exala pretensão. Os personagens são caricatos, o roteiro atira pra vários lados e não chega a lugar algum, esvaziando a crítica que o direitor e roteirista pretendia fazer. Nota 3.
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TIRANOSSAURO (Tyranossaur, Paddy Considine, EUA, 2010) — Escrito e dirigido pelo estreante em longas Paddy Considine, Tiranossauro é um filme pequeno mas com uma força enorme ao trazer atuações magnifícas da dupla principal, diálogos que dizem muito com poucas palavras e uma história simples mas envolvente. Melhor filme visto no Festival do Rio. Nota 8,5.
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OS TRÊS MOSQUETEIROS (The Three Musketeers, Paul W. S. Anderson, EUA, 2011) — A direção de arte é estilosa, os efeitos e as cenas de ação contagiam e o 3D é bem utilizado. Mas pouco compensam o roteiro raso e as atuações pra lá de sonolentas. Nota 4.
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TRIÂNGULO AMOROSO (3, Tom Tykwer, Alemanha, 2010) — Possui um triângulo bem peculiar e apesar de ser divertido, bem atuado e dirigido, é possível sentir que o roteiro não explorou ao máximo as possibilidades que ele mesmo criou. É bom, mas podia ser ótimo. Nota 6,5.

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3 Comentários leave one →
  1. 09/11/2011 7:10

    UIa.

    Alguém andou pelo Festival do Rio, né?

    Só filmes underground. ^^

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