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Homeland é um ótimo thriller e um bom drama

20/10/2011


Numa fall season cheia de decepções e fracassos tanto nos dramas quanto nas comédias, eis que o Showtime aparece com uma nova série que pode ser a luz no fim do túnel para aqueles que gostam de um bom thriller e mais do que isso, tinham esperança de que pelo menos uma ótima série pudesse surgir ainda este ano.

Homeland traz Claire Danes como Carrie Mathison, uma agente da CIA que recebe de um contato a informação de que Abu Nazir, o terrorista mais perigoso aos olhos dos EUA, havia convertido um prisioneiro de guerra. Dez meses depois, o sargento da marinha Nicholas Brody é achado pelo exército americano no quartel-general de Nazir, onde esteve nos últimos 8 anos. Claro que Carrie faz a ligação entre os dois casos e suspeita de que Brody venha a cometer algum atentado no seu país de origem.

Com uma equipe de vigilância totalmente ilegal, a agente consegue colocar câmeras e microfones pela casa do suspeito e nós passamos a acompanhar com ela o dia-a-dia da família do cara e todas as dificuldades de adaptação. A esposa estava para se casar com um antigo amigo dele e os filhos eram tão novos que hoje são praticamente desconhecidos.

Uma das coisas mais interessantes aqui é que sendo culpado ou inocente, as atitudes de Brody são completamente condizentes com ambos os casos. É possível que ele tenha sido convertido e sofrido um baque ao voltar a sua antiga realidade e ver a família e é possível que tudo seja apenas parte de um processo comum para alguém que passou por um trauma como esse.

Com isso, Homeland consegue mostrar dramas interessantes em meio a uma trama de espionagem tão boa quanto. Além de Brody, a personagem de Claire também exibe uma grande complexidade, ao admitir que possui um tipo de transtorno de humor e tomar um remédio tarja preta sem que ninguém saiba para não comprometer suas permissões na agência. A moça também não hesita na hora de mentir e manipular, mesmo que que se arrependa depois.

Acredito também que a série possa explorar mais pra frente a relação voyeurística que Carrie passa a ter com aquela família todos os dias, ao dormir e acordar observando as câmeras que lá vigiam. É possível que Carrie se envolva emocionalmente com os dilemas vistos ali e comprometa a operação que ela mesma criou?

Assim, Homeland se estabelece como um thriller e um drama bastante competente e imprevisível e que já seria ótimo mesmo na época em que a fall season era cheia de surpresas. Neste momento tão pobre de boas estreias, a série do Showtime é quase obrigatória.

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