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Filmes assistidos – Julho de 2011

09/08/2011


ATÉ O FIM
(The Deep End, Scott McGehe e David Siegel, EUA, 2001) — Tilda Swinton é o unico destaque num filme de suspense que falha por não conseguir manter uma tensão no mínimo constante e possuir um roteiro sonolento e sem criatividade. E o final ainda provoca risos ao tentar trazer um pouco de emoção. Nota 4.
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AS BRUXAS DE SALÉM (The Crucible, Nicholas Hytner, EUA, 1996) — Baseado na peça homônima escrita por Arthur Miller, decepciona por não conseguir atingir a tensão da obra original e nem fazer o espectador se envolver com o casal protagonista. Mas acerta no retrato da época e no clima de histeria e acusações. Nota 6.
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CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR (Captain America: The First Avenger, Joe Johnston, EUA, 2011) — Mais um filme da Marvel que explora a fórmula de comédia romântica de ação encontrada pelo agora estúdio para explorar seus personagens. Só que o protagonista não tem o carisma dos demais, sua figura como herói fabricado para uma nação não é bem explorada, o filme serve descaradamente apenas para apresentar o personagem e pouco diverte. Nota 5
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UM CORPO QUE CAI (Vertigo, Alfred Hitchcock, EUA, 1958) — Uma obra que difere um pouco da filmografia de Hitchcock, mas nem por isso perde em qualidade. Apesar do ritmo um pouco lento, a história é intrigante, a trilha sonora é memorável, e o casal protagonista, Kim Novak e James Stewart, possui química e carisma. Nota 8.
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FESTIM DIABÓLICO (Rope, Alfred Hitchcock, Reino Unido, 1948) — Hitchcock fez um retrato da maldade e da frieza sobre dois amigos que cometem um assassinato e promovem um jantar para os familiares da vítima em cima do baú onde está o corpo da mesma. Filmado em 10 longos planos-sequência que mais parecem um só e uma aula de teatralidade e tensão crescente, decepciona um pouco pela conclusão rápida e boba. Nota 7.
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FRENESI (Frenzy, Alfred Hitchcock, Reino Unido, 1972) — Dentre os que assisti, talvez um dos mais fracos de Hitchcock. Acerta nas várias cenas de humor, mas peca pela história que se desenvolve de forma pouco interessante. Nota 5.
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HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE II (Harry Potter and the Deathly Hallows: part II, David Yates, EUA/Reino Unido, 2011) — Depois de uma parte I brilhante, a segunda é um tanto decepcionante. Para quem não leu o livro, a história torna-se um pouco confusa, o roteiro traz alguns furos e tudo parece corrido demais. Atuações e parte técnica são grandiosas, mas faltou emoção. Nota 6.
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UM HOMEM BOM (Good, Vicente Amorim, Reino Unido, 2008) — Mostra como uma série de pequenas decisões aos poucos te torna uma pessoa que você nunca cogitou ser. Tem um bom elenco, mas a história poderia ter sido contada de forma mais envolvente. Nota 6.
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JANELA INDISCRETA (Rear Window, Alfred Hitchcock, EUA, 1954) — Apesar do início um pouco arrastado, a história cresce de maneira instigante e imprevisível. Explora o voyeurismo existente em todos nós, faz uma metáfora entre observadores e observados e acerta ao dedicar ao espectador sempre o mesmo ponto-de vista do protagonista. Talvez o melhor de Hitchcock. Nota 8,5.
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O LUTADOR
(The Wrestler, Darren Aronofsky, EUA, 2009) — Impossível não assistir a este filme e fazer um paralelo com a vida pessoal do Mickey Rourke. A história do lutador de luta-livre com personalidade destrutiva é envolvente e ainda mostra um pouco dos bastidores do esporte e da decadência daqueles que o praticam. Nota 7.
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MELANCOLIA (Melancholia, Lars von Trier, 2011) — É ótimo saber que Lars von Trier conseguiu fazer um filme menos pessimista, navegar por um mundo menos polêmico e controverso, mas ao mesmo tempo imprimir sua marca. A grandiloquência incomoda em alguns momentos, o filme é longo demais, mas no fim, o resultado é positivo. Nota 7. (texto completo)
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PSICOSE (Psycho, Alfred Hitchcock, EUA, 1960) — A mudança de gêneros e protagonistas é famosa, mas Psicose é melhor ainda por causa do seu vilão e da história por trás dele, auxiliado pela interpretação assustadora de Anthony Perkins. A cena do chuveiro é famosa, mas é o olhar de Norman Bates que fica na memória. Nota 8.
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A SERBIAN FILM – TERROR SEM LIMITES (Srpski Film, Srdjan Spasojevic, Sérvia, 2010) — Alvo de uma polêmica censura, este filme tem cenas fortíssimas, outras nem tanto, e pior que isso, uma história ruim e mal conduzida, além da produção precária. Não deve ser visto pela sua qualidade artística e não porque um certo partido político achou que você não devia. Nota 3.
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SOB O DOMÍNIO DO MAL (The Manchurian Candidate, Jonathan Demme, EUA, 2004) — Nunca vi a versão original de 1962, mas esta aqui é decepcionante. O roteiro tem uma estrutura um pouco cíclica, a trama conspiratória parece datada e nunca chega a empolgar, e do elenco, a única que se destaca é Meryl Streep, ótima como sempre. Nota 5.
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TAXI DRIVER (Idem, Martin Scorsese, EUA, 1976) — Representante do período sombrio vivido por Hollywood na década de 70, acompanha a degradação psíquica de um taxista solitário interpretado de forma brilhante e marcante por Robert De Niro e obcecado por uma prostituta de 13 anos, vivida pela então novata Jodie Foster. Um filme sobre a solidão e um clássico que faz jus ao nome. Nota 9.
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VEJO VOCÊ NO PRÓXIMO VERÃO (Jack Goes Boating, Phillip Seymour Hoffman, EUA, 2009) — Em sua estreia como diretor, Hoffman escolheu uma adaptação de uma peça teatral que ele já havia estrelado e sua direção passa despercebida. O elenco é ótimo, mas o roteiro não encontra tempo pra apresentar os personagens de forma satisfatória. Nota 5. (texto completo)
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9 Comentários leave one →
  1. 09/08/2011 12:00

    Entre os que você viu e eu não, AS BRUXAS DE SALÉM (que inclusive tenho em DVD) e, especialmente, MELANCOLIA, são os que mais me chamam atenção. E TERROR SEM LIMITES, por toda essa polêmica, também.

    Desses do Hitchcock, PSICOSE é meu franco favorito (e de todos que já vi dele), mas também gosto de FRENESI, especialmente pela comédia, que funciona (ao contrário de UM CASAL DO BARULHO, meu filme menos favorito do diretor).

    Acho OS GOONIES um filme insuportável e idiota, e, aparentemente, só eu tenho essa opinião.

    Mas bem boas suas sessões nesse mês! ;)

    • 09/08/2011 21:07

      Acabei vendo alguns do Hitchcock porque teve uma mostra dele aqui no Rio, aí aproveitei.

      • 09/08/2011 21:22

        Imaginei. Ah, como é bom morar nos centros culturais. Queria o impacto de PSICOSE no cinema… Chorava, era possível.

      • 09/08/2011 22:35

        Não é um CINEMA como os outros, é bem menor porque é numa casa de cultura, mas com certeza faz diferença.

  2. 09/08/2011 20:56

    Mês proveitoso, heim Marcos.

    Hitchcock reinando, Melancolia, Goonies, Taxi Driver…

    Capitão America está desornando um pouco aí, mas tá valendo.

    =P

  3. Lucas permalink
    11/08/2011 14:25

    Um Corpo Que Cai é um Hitchcock diferente mas é o meu preferido, aquela coisa do espiral infinito é genial.

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