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Breaking Bad 4×01: Box Cutter

21/07/2011

**CONTÉM SPOILERS**


Finalmente, uma das séries mais bem escritas da atualidade está de volta. E melhor do que isso, voltou com o roteiro novamente impecável, exatamente como nos lembrávamos e utilizando o silêncio como nenhuma outra consegue fazer.

Raramente vi um episódio de série com tão poucos diálogos, isso porque, em TV, há uma máxima que diz que é preciso haver muito texto para que a atenção do telespectador não se perca, ao contrário do Cinema, por exemplo, onde o uso de longas cenas silenciosas é bem mais comum. Em Breaking Bad, elas são usadas sempre com maestria, seja para causar tensão (como nos momentos passados no laboratório), ou simplesmente para evitar redundância, já que, com o perdão do clichê enorme, uma imagem vale mais do que mil palavras. Basta reparar na cena em que Hank pede o penico a esposa. Neste ponto, a abordagem econômica é ajudada também pela câmera que se manteve longe, como se estivesse com vergonha daquilo que está mostrando.

Breaking Bad utilizou também o recurso comum nas temporadas anteriores de começar seu episódio com uma prequência daquilo que já foi mostrado anteriormente e que com certeza altera a forma como o que está por vir será encarado pelo espectador. Assim, saber como se deu o início da montagem daquele laboratório deu um significado novo para o assassinato do Gale, morto por aqueles que ele mesmo indicou.

Acho que eu só não fiquei mais tenso com a dinâmica Walt-Jesse-Gus porque pensei que nada aconteceria à dupla principal. Se essa série fosse Game of Thrones, talvez houvesse o que temer. E imaginei que o capanga latino fosse rodar depois que assumiu ter sido visto na cena do crime. Daí, Breaking Bad mostra mais uma vez ser uma série redondinha, quando Walt decide usar para despachar o corpo a mesma técnica utilizada lá na primeira temporada, que terminou com os restos do cara espalhados pela sala. Dessa vez, o Jesse parece ter aprendido.

Falando nele, notei como o personagem não disse uma palavra durante quase 40 minutos e mesmo assim a gente não sente sua falta durante o episódio, provando mais uma vez a presença de cena e o talento do Aaron Paul. Ao mesmo tempo, Anna Gunn parece ter funcionado como alívio cômico, quando arma uma cena para convencer o chaveiro a abrir a porta. E Skyler aos poucos percebe como deve ser a sua relação com Walt. Na maioria das vezes, é melhor não saber absolutamente nada. Só fica difícil não se preocupar.
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