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Six Feet Under: segunda temporada

08/07/2011


Six Feet Under não fez um segundo ano como o de estreia, mas continuou aprofundando seus personagens de forma magnífica.

Apesar de coadjuvante, Brenda foi, na minha opinião, a verdadeira protagonista da temporada. Sua história de mulher entediada com a vida sexual e que se transforma numa ninfomaníaca sem perceber foi constantemente o ponto alto dos episódios. É interessante ver como ela sempre culpava o casamento disfuncional dos pais e a necessidade de escrever um novo livro para trair o noivo. E enquanto sua relação com Nate se deteriorava, a dos pais pareceu terminar mas tornou-se mais forte, culminando numa renovação de votos capaz de emocionar a qualquer um.

A série mostrou também as consequências da falta de diálogo num relacionamento. Ao mesmo tempo em que Brenda parecia viciada em sexo, Nate também traiu a noiva, teve um filho e manteve o silêncio, chegando até a abdicar da posição de pai. Algo que poderia ter sido menos doloroso se fosse resolvido numa conversa colocando tudo às claras numa relação fadada ao fracasso.

Como esperado, a doença de Nate também foi bastante explorada ao longo da temporada, principalmente para alguém que trabalha diretamente com a morte. Assim, sua profissão e até a forma como ele lidava com os cliente foram revistas, já que várias vezes tinha epifanias a respeito do próprio futuro. Sua saúde comprometida terminou como o grande destaque do season finale. A cena em que ele assiste a morte de um cliente que organizava o próprio funeral foi com certeza a mais comovente vista nesse ano.

David não teve um arco tão forte como na primeira temporada, mas percorreu um avanço enorme. Antes uma pessoa completamente encanada com a própria sexualidade, desta vez ele ficou mais aberto para procurar novas relações, teve um affair mas acabou ficando mesmo com Keith. E não só foi morar com ele, como praticamente adotou a sobrinha mala. Só queria que David tivesse uma storyline que dependesse menos do namorado.

Já Claire continuou com sua personalidade pessimista e agindo como se as pessoas devessem algo a ela, e o mundo sempre a fizesse uma pessoa azarada e perdedora. Por isso, o fora que tomou do rapaz que conheceu no sítio da tia riponga foi importante para fazê-la levantar e se inscrever na faculdade de artes. Só não precisava ser tão sem noção a ponto de fazer um portifólio com fotos de pessoas mortas na funerária.

Por fim, tivemos Ruth, que começou frequentando palestras de auto-ajuda, tentando arrumar a “planta” da casa. Mas percebeu a tempo a furada daquilo tudo e terminou se envolvendo com o chefe grego. Pena que foi preterida por ele também e como já era sujulgada pela própria família, apegou-se ao neto, a única pessoa que não poderia abandoná-la.
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Também poderá gostar de:
Six Feet Under – primeira temporada
Nip/Tuck – primeira temporada

3 Comentários leave one →
  1. 08/07/2011 15:40

    Eu não lembro bem quais tramas são de quais temporadas, a não ser lendo seu texto.

    De fato, Brenda se torna a grande protagonista da série, mas pra mim, os destaques sempre serão Ruth e Claire (esta a minha preferida).

    Que bom que você está gostando da série, ela é incrível, mas você só se dará conta disso quando finalizá-la.

    Verás.

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