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Introduction to Comedy Series 101

12/05/2011

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*Texto publicado originalmente no SITE MOTIM no dia 2 de maio.
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Community
 tem de sobra algo que falta a grande maioria das séries na atual TV americana, principalmente a aberta: ousadia. Enquanto vemos a grade ser dominada por procedural dramas, sitcoms e mockumentaries, a série criou um estilo próprio, em que constantemente faz homenagens e paródias a filmes e gêneros marcantes e destila referências em seus capítulos considerados “normais”.

Porque ao contrário de The Big Bang Theory, uma série sobre nerds feita para não-nerds, em que tudo é caricato e exagerado, Community não tem medo de perder a  piada ao colocar referências que exigem conhecimento prévio. Ela confia muito mais no seu público e espera que ele entenda o estilo. Como gostar, por exemplo, de um episódio de Natal, todo em stop-motion, se você já não é fã da série?

Na verdade, considero Community mais do que uma simples comédia. Isso porque o programa se dá ao luxo de ter capítulos sem a menor graça mas nem por isso ruins. Um exemplo disso é o episódio em que Troy faz 21 anos e o grupo de estudos o leva a um bar. Neste momento, os personagens estavam confusos, bêbados, e alguns depressivos. O próprio Abed chega a dizer: ”Parece que esse é um capítulo negro na história do nosso grupo.” Mesmo assim, foi bonito e emocionante porque eu amo esses personagens e seus questionamentos sobre o futuro fizeram com que eu, mesmo que por poucos minutos, pensasse na minha própria vida.

A série funciona pra mim como uma espécie de “difusor cultural”: várias vezes me pego procurando em blogs e sites a origem de uma referência contida numa certa frase ou cena e às vezes ela nem existe. Lembro que fiquei pesquisando sobre jogos de RPG e Dungeons & Dragons, assunto que nunca me interessou, logo após assistir ao episódio em que todos participaram desse tipo de jogo. Apesar de já ter achado aquilo tudo muito engraçado, Community sempre me faz querer saber o que há por trás do que foi dito.

Talvez por exigir um pouco mais do espectador e não ser uma sitcom básica, a série tenha sempre uma baixa audiência, com risco constante de cancelamento. Tanto que o criador Dan Harmon afirmou que esgotou todas as ideias nessa segunda temporada por achar que o programa não teria um terceiro ano.

Apesar de acreditar na capacidade de reinvenção de Community, ainda fico com o pé atrás, principalmente depois de saber que o season finale  trará de volta o jogo de paintball que marcou um dos melhores episódios de série que já vi na vida. Os roteiristas aqui já comprovaram sua genialidade diversas vezes, mas, honestamente, acho que não se mexe com um clássico. Espero estar errado.
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