Skip to content

Filmes assistidos – Abril de 2011

07/05/2011

.
AMOR?
(Idem, João Jardim, 2011) — O diretor e sua equipe colheram depoimentos de pessoas contando histórias de violência doméstica e chamou atores para interpretá-los. O resultado são cenas emocionantes, algumas de dar nó no estômago e outras nem tanto, mas que sempre dão espaço a um incrível trabalho dos atores. Nota 7.
.

ASSIM ME DIZ A BÍBLIA (For the Bible Tells Me So, Daniel Karslake, EUA, 2007) — Partindo de cinco histórias envolvendo famílias religiosas e filhos gays, o filme faz um estudo de todos os argumentos anti-homossexuais que são encontrados na Bíblia e os rebate um por um utilizando depoimentos de religiosos que condenam a forma como as igrejas julgam o amor entre pessoas do mesmo sexo. Bastante revelador, mesmo com a estrutura bastante cansativa. Nota 7,5.
.

BRÓDER (Idem, Jefferson De, Brasil, 2011) — Traz o reencontro de três amigos que cresceram juntos numa região pobre de São Paulo e como suas vidas tomaram rumos diferentes. Foge dos clichês que o Cinema nacional costuma adotar para mostrar a violência e as comunidades carentes, conta com um ótimo elenco e uma história interessante. Nota 7.
.

O CASAMENTO DO MEU EX (The Romantics, Galt Niederhoffer, EUA, 2010) — O nome no Brasil faz pensar que se trata de uma comédia, mas na verdade esse é um drama um tanto superficial sobre um grupo de amigos que se reúne para o casamento de dois deles, vindo à tona sentimentos antigos e triângulos amorosos clichês. Katie Holmes é fraca como sempre e ainda se prejudica com diálogos ruins e vazios. Não acrescenta nada ao gênero. Nota 4.
.

CLUBE DA LUTA (Fight Club, David Fincher, EUA, 1999) — Subversivo, intrigante, crítico e  surpreendente. Gera dezenas de reflexões, debates e questionamentos. David Fincher faz seu melhor filme utilizando um roteiro fodástico adaptado de uma obra do Chuck Palahniuk, que só escreve contos bizarros. E conta com Brad Pitt e Edward Norton num verdadeiroduelo de atuações. Um clássico moderno. Nota 9,5.
..
COMO VOCÊ SABE?
(How Do You Know, James L. Brooks, EUA, 2010) — Tem boas atuações e alguns personagens interessantes. Mas como comédia, falha totalmente e o roteiro pedestre torna o filme interminável. E ainda tem o Paul Rudd em ótima forma e o Jack Nicholson pagando as contas. Nota 5.
.

CONTRACORRENTE (Contracorriente, Javier Fuentes-León, Peru, 2010) — Diferente da grande maioria dos filmes de temática GLS vindos dos EUA, que parecem sempre querer chocar, este aqui acerta na sensibilidade para mostrar como as convenções sociais e o lugar onde o indivíduo está inserido podem mudar para sempre uma história de amor. Boas atuações e boa fotografia. Nota 7,5.
.

DENTE CANINO (Kynodontas, Giorgos Lanthimos, Grécia, 2009) — Indicado ao Oscar 2011, traz uma história intrigante sobre três jovens que vivem confinados em uma casa pelos pais, como se o mundo exterior não existisse. Há cenas chocantes e outras engraçadas pelo nonsense, mas o maior mérito aqui é permitir dezenas de interpretações e reflexões. Nota 8.
.

ENTERRADO VIVO (Buried, Rodrigo Cortés, Espanha, 2010) — Diretor e equipe conseguiram um feito enorme ao rodar um filme de uma hora e meia que possui apenas uma locação e um personagem que aparece em cena. Tudo isso sem que a história jamais perca o ritmo. Muito pelo contrário: possui uma tensão constante e um clima claustrofóbico pela própria natureza do longa. Um filmaço. Nota 8.
.

EU SOU O NÚMERO QUATRO (I Am Number Four, D. J. Caruso, EUA, 2011) — Filme para adolescentes disfarçado de ficção científica, este longa acerta no visual, nos efeitos e nas cenas de ação, mas peca na tentativa clara de fazer uma série e no roteiro desconexo. Funciona apenas como sessão da tarde. Nota 6.
.

UM HOMEM SÉRIO (A Serious Man, Ethan e Joel Coen, EUA, 2009) — Os irmãos Coen continuam a fazer pequenas análises de grupos específicos. Dessa vez, eles usam os judeus na década de 60 para falar sobre a impossibilidade da certeza e fazem um filme menor, mas que mantém sua marca, com diálogos brilhantes e um Michael Stuhlbarg em grande atuação. Nota 7.
.

HOMENS E DEUSES (Des Hommes et des Dieux, Xavier Beauvois, França, 2010) — Candidato da França ao Oscar 2010, esse lindo filme é um verdadeiro panfleto a favor da tolerância entre as diferentes crenças, uma obra sensível que conta a história de 8 monges vivendo um dilema na Argélia durante a década de 90. Tem um mérito enorme de ser respeitoso com todas as religiões a ponto de fazer repensar o modo como as vemos. Nota 8,5. (texto completo)
.

A MENTIRA (Easy A, Will Gluck, EUA, 2010) — Trata-se de uma comédia de high school só que com texto afiadíssimo, história interessante, referências inteligentes a comédias dos anos 80 e um ótimo elenco. Emma Stone dá ainda mais carisma a uma personagem cativante e que foge de vários clichês. Um boa surpresa. Nota 7,5.
..
PÂNICO 4
(Scream 4, Wes Craven, EUA, 2011) — Metalinguística ao extremo, essa parte 4 funciona não só como paródia, homenagem e  sátira aos slash movies bons e ruins, mas também como uma volta ao início da série, para nós, fãs, matarmos as saudades. Não traz nada de diferente, resvala em alguns momentos nos clichês que ele próprio critica, mas é divertidíssimo, faz um retrato cínico da juventude atual e se justifica, ao contrário da grande maioria das continuações do gênero. Nota 8.
.

RIO (idem, Carlos Saldanha, EUA, 2011) — Belíssimo visualmente e estimulante por se passar numa paisagem tão familiar, Rio decepciona no quesito roteiro, previsível e formulaico. Tem diversas piadas divertidas e coadjuvantes carismáticos, mas no fim, é só mesmo um ode a cidade maravilhosa. Nota 6. (texto completo)
.

SEM LIMITES (Limitless, Neil Burger, EUA, 2011) — A ótima ideia que envolve uma pílula que é capaz de tornar um gênio qualquer um que a ingira é desperdiçada por um roteirista fraco que tenta aparar as limitações de sua história com uma narração adsurdamente irritante. Bradley Cooper não tem carisma, Robert De Niro só está pagando as contas e Abbie Cornish é a única que chama a atenção. Nota 4.
.

THOR (Idem, Kenneth Branagh, EUA, 2011) — Quem é completamente leigo no universo do personagem, como eu, pode ficar um pouco perdido e os cenários são um pouco exagerados, assim como algumas atuações. Mas o filme tem uma boa história e dosa com maestria vários momentos em que faz rir, fazendo deste um divertido blockbuster. Nota 7.
.

Também poderá gostar de:
Filmes assistidos – março de 2011
Filmes assistidos – fevereiro de 2011
Filmes assistidos – janeiro de 2011

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: