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The Killing 1×01: Pilot e 1×02: The Cage

07/04/2011

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Quando fui assistir a The Killing, podia jurar que se tratava de mais um seriado policial com caso da semana, ou seja, um procedural drama. Para minha surpresa, a série vai bem além disso e entrega um programa de qualidade.

Essa nova empreitada da AMC é adaptada de uma mini-série dinamarquesa e gira em torno do assassinato de uma moça de 17 anos. Prestes a deixar o emprego e se mudar para outra cidade, a Detetive Linden recebe a ordem de fazer as primeiras investigações junto com seu substituto. Ao mesmo tempo, passamos a conhecer mais um pouco sobre a família da garota e sobre um candidato a prefeito, cuja campanha é responsável pelo carro em que o corpo foi encontrado.

Essa tríplice investigação-família-suspeitos não é exatamente original mas aqui funciona muito bem. Grande parte do crédito se deve a construção do mistério. Mesmo quando sabemos o que vai acontecer, o roteiro consegue manter um clima de imprevisibilidade e desconfiança. A ambientação acertadamente fria e chuvosa consegue dar o tom desde o início, aliada ao uso da fotografia sempre acinzentada.

A construção de personagens parece maniqueísta em alguns momentos, mas já deu pra perceber que a série vai, ao longo de sua temporada, descascar as camadas de cada um, mostrando do que são capazes e o que escondem. Apesar de ser uma boa personagem, a protagonista Sarah Linden foi prejudicada pela escalação de uma atriz inadequada. Mireille Enos, que a interpreta, não possui o porte físico de uma detetive e falha em qualquer tentativa de mostrar nuances, como nos momentos em que Linden observa a cena do crime e tem um insight. Parece que ela diz para si mesma: “Estou muito concentrada vendo os detalhes e sendo uma detetive genial”.

A trama política também não parece muito interessante e a série perde força toda vez que foca nos detalhes da campanha. Além disso, chega a irritar como novamente em uma série de TV os diretores de campanha são mostrados como pessoas inescrupulosas, enquanto os candidatos precisam segurar a rédea de todos a sua volta.

Apesar desses problemas, The Killing tem potencial por ter criado um mistério intrigante que percorre toda a temporada, prometendo reviravoltas, crimes e conspiração. Espero que não tenha sido só fogo de palha.

4 Comentários leave one →
  1. 07/04/2011 20:54

    Uia, achei que você não fosse gostar.. mas enfim, que bom que gostou e vai acompanhar.

    Bem, eu já estava na expectativa e se confirmou. O primeiro episódio parecia um revival de Twin Peaks (aka “série obrigatória”). As semelhanças entre Rosie Larsen e Laura Palmer são nítidas. É a amiga encobrindo o namorado problemático, os pais em estado de choque, o clima pesado na escola, e a forma como o corpo foi encontrado. Foi tudo MUITO Twin Peaks. (não sei se você já assistiu, pq vc não citou no texto).

    Mas o segundo episódio já mostrou maior independência e parece que vai engrenar!

    Abçs.

    • 08/04/2011 1:13

      Eu nunca vi Twin Peaks, mas conheço a história é é bastante parecida mesmo. Mas ainda bem que no segundo a coisa ganhou uma característica própria.

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  1. Comentários em série « Melhores Coisas
  2. Balanço do mundo das séries em 2011 « Melhores Coisas

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