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Grey’s Anatomy 7×18: Song Beneath the Song

02/04/2011

**CONTÉM SPOILERS**

Quando foi anunciado que Grey’s teria um episódio musical, muitos duvidaram de que tal gênero pudesse se misturar e ser orgânico ao que é visto na série. Principalmente depois do cliffhanger na semana passada, quando supomos que esse aqui seria pesado e triste, ficou a dúvida: como encaixar um gênero cheio de concessões, como as pessoas cantando e dançando aleatoriamente e o qual depende desse talento dos atores, numa série dramática ambientada em um hospital? Além disso, qual a razão de se fazer esse desvio ao que a série sempre propôs? Depois de assistir, acho que Grey’s Anatomy respondeu muito bem a ambas as perguntas.

Tragédias em séries médicas e envolvendo os protagonistas são muito comuns pra agitar a história, a irmã Private Practice já cansou de fazer isso. No geral o procedimento é quase sempre o mesmo: todos os doutores em choque, choro, gritaria, mimimi. Por isso, ao trazer algo diferente, Grey’s não justifica a apelação da Shonda para um clichê enorme, mas faz desse processo algo mais interessante de se assistir.

Houve, é claro, diversos erros. As músicas cantadas muitas vezes misturadas ao que era falado gerou um tipo de confusão, evidenciando que estavam acontecendo coisas demais ao mesmo tempo. A habilidade vocal da maioria do elenco mostrou-se insatisfatória, alguns pareciam constrangidos e o uso de tantos efeitos tirou parte do brilho. A impressão foi de que poderiam ter preparado melhor os atores para um novo tipo de interpretação e tom. A única que parecia mesmo confortável nesse gênero foi a protagonista Callie.

No entanto, acredito que os acertos foram bem maiores. O fator emocional aqui foi gigantesco. A Shonda espertamente utilizou músicas  (a maioria muito boas, por sinal) que embalaram momentos marcantes de outras temporadas, o que contribui pra dar um friozinho na barriga de muita gente. E isso aconteceu desde o início, com o tema cantado à capela, e um pouco depois, com a Callie dizendo que seu nome significa música. Deu AQUELE nó na garganta.
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Entre alguns números esquisitos, como a aquele em que o Owen canta pros outros cirugiões, tivemos um divertido, com os diversos casais se provocando e fazendo declarações,  e outros mergulhados na melancolia. E ainda teve o número final, mostrando a Callie gritando como se estivesse lutando pra acordar, lindo e emocionante.

Com relação a história, nada mudou muito. A Meredith balançou com sua tentativa de engravidar (mas ela está tentanto há pouco tempo pra já se desesperar assim), a Christina parece ter achado uma nova rival, Lexie com o Avery não me preocupa muito e a Addison apareceu lá pra quê, mesmo? Só pra dar um fora na Lucy, personagem com a qual me simpatizo bastante. A Arizona e o Mark me irritaram um  pouco ao brigar de novo, mas surpreendemente tudo se desenrolou de forma bonita, com o pedido de desculpas.

Eu sei que muita gente vai odiar esse episódio, principalmente aqueles que não gostam de musicais. Mas eu com certeza faço parte do grupo que, no fim, saiu cantando The Story e não consegue mais tirar a música da cabeça. Há tempos que Grey’s não me tocava dessa forma.
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