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Não Me Abandone Jamais [Never Let Me Go]

20/03/2011


Quanto menos você souber de Não Me Abandone Jamais, melhor. Eu sei que esse é um clichê enorme, mas se aplica totalmente a este caso, e este é o motivo pelo qual esse texto será bem curtinho.

O roteiro é baseado no livro homônimo do japonês Kazuo Ishiguro e traz a história de Kathy, Tommy e Ruth (Carey Mulligan, Andrew Garfield e Keira Knightley, quando adultos), três amigos que vivem em um internato na década de 70, cheio de peculiaridades que o tornam um lugar estranho e misterioso. As crianças andam com um bracelete eletrônico para controlar a entrada e a saída,  só têm acesso a brinquedos velhos, os quais devem comprar, recebem aulas de como se portar em uma cafeteriae têm a saúde super controlada. Quando crescem, suas vidas tomam rumos inesperados.

Falar mais do que isso seria estragar a experiência que o filme proporciona. O longa do diretor Mark Romanek, acostumado a dirigir videoclipes de bandas como Weezer e Red Hot Chilli Peppers, é um drama de época que tem em sua história algo que o torna único, o que talvez espante a grande maioria do público, mas é o que possui de mais interessante.

Carey Mulligan brilha nas diversas fases de sua personagem, com destaque para o momento em que Kathy ouve um pedido de desculpas de Ruth, quando a mudança na expressão facial da primeira é mais interessante do que aquilo que a segunda tem a falar. Keira Knightley também não decepciona e Andrew Garfield começa fazendo caras e bocas mas termina roubando todas as cenas finais. O filme ainda conta com a presença de Charlotte Rampling e Sally Hawkins em pequenas e essenciais participações.

Mesmo utilizando de um certo sentimentalismo em seu terço final e abusando do recurso da narração, Não Me Abandone Jamais pode ser apreciado se for assistido sem qualquer pré-concepção de gênero, abandonando – com o perdão do trocadilho – qualquer cinismo que possa vir ao se esperar por uma história previsível. É uma obra triste e delicada. Quase impossível não se envolver.
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