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Filmes assistidos – Fevereiro de 2011

09/03/2011

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127 HORAS
(127 Hours, Danny Boyle, EUA, 2010) — Mesmo se tratando de uma história real cujo final todo mundo já sabia e uma direção estilosa demais, é impossível não se envolver com o drama do protagonista. Algumas interrupções são geniais, outras são necessárias para quebrar um pouco a tensão da história e algumas soam meio forçadas para deixar o filme maior. E tem o James Franco merecendo o Oscar do Colin Firth. Nota 8. (texto completo)

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AMOR E OUTRAS DROGAS
(Love and Other Drugs, Edward Zwick, EUA, 2010) — Trata-se de uma comédia romântica clássica, mas o carisma e a química de Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway, juntamente com alguns bons diálogos, disfarçam bem os clichês da história e o desfecho piegas. Cumpre bem sua função de entreter por duas horas. Nota 6,5.

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BRAVURA INDÔMITA (True Grit, Joel e Ethan Coen, EUA, 2010) — Não assisti ao filme original e nem sou familiarizado com o gênero de faroestes, mas gostei muito do que vi aqui. Ótimas atuações, inclusive da novata Hailee Steinfeld, que se destaca mesmo perto do veterano Jeff Bridges, produção de primeira e diálogos deliciosos típicos de obras dos irmãos Coen. Com certeza, um dos melhores de 2010 e que fez apenas figuração no Oscar. Nota 9.

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BRUNA SURFISTINHA (Idem, Marcus Baldini, Brasil, 2011) — A famosa história dessa garota de programa chegou às telas envolta num hype enorme. Só que, ao contrário do que muitos pensam, a vida de Bruna não é lá muito interessante e o diretor estreante não soube torná-la mais charmosa e nem fazer um filme mais contundente sobre o tema. Tem algumas boas cenas, mas no geral, é fraco. Nota 5.

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BURLESQUE (Idem, Steve Antin, EUA, 2010) — O filme até começa OK, mas logo o roteiro fica desconexo e passa a impressão de que deve ter sido alterado um milhão de vezes para a inclusão de números musicais que nada acrescentam à história. Cher não é mais a mesma há anos e Christina Aguilera canta muitíssimo bem, mas não serve para dançar e atuar. Nota 4.

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DE PERNAS PRO AR (Idem, Roberto Santucci, Brasil, 2011) — O Brasil parece ter ficado melhor ao fazer comédias de apelo popular, mas essa aqui tropeçou feio. As atuações são fora do tom, a montagem é estranha e falha em diversos momentos, a fotografia é de novela, e poucas piadas realmente funcionam. E o pior: parece feminista, mas no fundo é bem machista. Nota 3.
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O DISCURSO DO REI (The King’s Speech, Tom Hooper, Reino-Unido, 2010) — A história é real e bonitinha, a parte técnica é competente e a química e as atuações de Colin Firth e Geoffrey Rush realmente rendem ótimos momentos. Mas o roteiro é formulaico e a direção nada ousada. Um grade desperdício de Oscar. Nota 7. (texto completo)

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INVERNO DA ALMA (Winter’s Bone, Debra Granik, EUA, 2010) — Pertencente a ala indie do Oscar 2011, ganhou diversos prêmios em festivais e de associações de críticos. Porém, o filme é mais um indicador do enorme potencial dos seus realizadores do que uma grande obra. Acerta no clima de tensão e perigo, mas alterna ótimos momentos com outros mornos e confusos. A diretora Debra Granik e principalmente a protagonista Jennifer Lawrence são nomes a se prestar atenção daqui pra frente. Nota 7.

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MALU DE BICICLETA
(Idem, Flávio Tambellini, Brasil, 2010) — Baseado num livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva (o qual eu não li), o material claramente deve render na forma escrita, mas a adaptação para as telas ficou um pouco fria demais. Tem algumas boas cenas, mas o desenvolvimento é previsível e a direção, pouco inspirada. Nota 5,5.

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TRABALHO INTERNO (Intern Job, Charles Ferguson, EUA, 2010) — O documentário vencedor do Oscar 2011 é uma grande aula de economia. Conta passo-a-passo o processo de desregulação do sistema financeiro que levou à crise de 2008, aponta culpados e faz um alarme para a conivência do governo com as práticas criminosas dos executivos de Wall Street. Apesar da estrutura tradicional, abre os olhos para questões desconhecidos do público em geral. Nota 8,5. (texto completo)

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O VENCEDOR (The Fighter, David O. Russell, EUA, 2010) — Conta uma história batida, mas acerta muito ao focar nas relações familiares em vez de somente no mundo do boxe. Tem algumas boas atuações, e outras um pouco exageradas, como a de Christian Bale, vencedor do Oscar. No geral, é um bom filme, mas não merecia a maioria das indicações que recebeu. Nota 7,5.

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Crítica “127 Horas”
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14 Comentários leave one →
  1. 10/03/2011 1:21

    Oi, desses só não conferi Malu de Bicicleta.

    Os demais, gostei – menos Inverno da Alma que, ainda com atuação excepcional de Jennifer Lawrence, nao me tocou e convenceu…filme fraco demais!

    Abraço, parabéns pelo blog. Te linkei ao meu!

  2. 10/03/2011 21:21

    Parabéns pelo blog!

  3. 10/03/2011 21:24

    De todos esses, gosto de BRAVURA INDÔMITA e até certo ponto de O DISCURSO DO REI
    Abraços,

    • 11/03/2011 17:24

      Também gostei de Discurso, mas não merecia prêmio algum, talvez só o Colin Firth.

      Obrigado pelo comentário.

  4. 11/03/2011 10:58

    Fico tão feliz por não estar sozinho odiando De Pernas Pro Ar…..

  5. 12/03/2011 19:12

    Olá!!

    Gostei muito do espaço que criou…

    Posso te add em meus links na lateral de meu blog?

    Já estou seguindo!

    Um abraço,

    Kleber
    oteatrodavida.blogspot.com

  6. 26/03/2011 22:52

    Dos que vi, concordo com a maioria dos seus comentários. Minha opinião destoa, no entanto, com relação à BRUNA SURFISTINHA. Não acho que o diretor devesse tentar realizar uma obra mais contundente se ali não havia material para tanto. Aliás, considero a direção muito inspirada, um filme muito bacana visualmente e com ótima atuação de Deborah Secco. Dei 7/10.

    • 27/03/2011 1:26

      Não havia material ali para um filme mais contundente, mas ao mesmo tempo, ele não conseguiu fazer um filme divertido e charmoso. A história contada é bem fraca. E a Deborah realmente surpreendeu.

    • 27/03/2011 1:27

      E obrigado pelos comentários e pela visita. Volte sempre. ;)

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