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Lights Out – 1×01: Pilot e 1×02: Cakewalk

28/01/2011

**CONTÉM SPOILERS**

Primeiro de tudo, devo confessar que o esporte não é um tema com o qual eu esteja familiarizado e pelo qual eu tenha muito interesse. Além disso, pensei duas vezes antes de assistir a Lights Out, já que as críticas foram positivas mas não muito empolgantes e o fato de as séries do FX serem um pouco frias demais. Essa baixa expectativa deve ter contribuído para eu ter achado esses dois primeiros episódios no mínimo interessantes.

Pra quem não sabe, Lights Out conta a história de Patrick ‘Lights’ Leary, um ex-boxeador que abandonou os ringues a pedido da esposa, depois de ter participado de uma luta pra lá de controversa. Há cinco anos sem lutar e com três filhas para criar, Lights encontra-se com uma série de problemas financeiros: seus investimentos não vingaram, os convites como comentarista acabaram e até os bicos como apresentador de bingo sumiram.

Lights se vê, então, com a possibilidade de conseguir dinheiro trabalhando como “capanga” de um homem, cobrando dinheiro de quem deve e precisa colocar na balança seus princípios e o bem-estar de sua família. Na verdade, Lights Out é sobre um homem infeliz que ainda vive com as lembranças de suas glórias do passado, tem um pequeno ressentimento da esposa (a quem não hesita em culpar pela aposentadoria precoce), e sofre por ver aquilo que sua vida virou. Como se não bastasse, Lights ainda descobre que está propenso a desenvolver a demência pugilística, por ter lutado durante tantos anos e cujos primeiros sintomas já estão aparecendo.

Um dos principais méritos dessa produção é a montagem, com destaque para o fim do episódio piloto, intercalando flashes da última luta do boxeador com as brigas atuais em que ele se envolveu. A comparação entre passado e presente do protagonista fica, então evidente, bem como a diferença entre aquilo que ensina para a filha e o que faz.

No entanto, Lights Out carece de carisma. Não encontrei um personagem sequer que realmente tenha me conquistado nesses dois episódios. O ator Holt McCallany falha em quase todos os momentos mais intensos e não consegue passar todos os conflitos que o protagonista vive. Os demais atores estão ok, com destaque para o que faz o pai e a que interpreta a esposa, chata na medida certa.

No segundo episódio, vimos Lights se envolver ainda mais com as atividades ilícitas e as consequências que suas ações podem trazer tanto perante a lei, quanto na sua relação com a família. A série abre diversas possibilidades e discussões e se acertarem uma coisinha aqui e outra alí, pode ficar bem interessante.

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