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Comentários em série

21/01/2011

**CONTÉM SPOILERS**


How I Met Your Mother – 6.14: Last Words

No fim do episódio passado, quando tivemos aquele nó na garganta com a cena final, fiquei preocupado com o que veríamos a seguir, já que uma tragédia desse tipo não combina com sitcoms, ainda mais com uma que já está longe do seu auge. Confesso que me surpreendi muito. O episódio não nada muito engraçado, mas no fim, a sensação de dever cumprido ficou evidente. Isso porque a série conseguiu utilizar com sucesso o drama de Marshall para fazer um ensaio sobre despedidas e a importância das últimas palavras que ouvimos dos entes queridos que se vão. Seus amigos, e todos nós, foram envolvidos pela preocupação do personagem com a última coisa que ouviu do pai, provando que isso pode sim ser decisivo até no processo de aceitação da perda (como foi visível no final, quando Marshall chega até a fazer uma piada) e mexer com as memórias que se tem de uma pessoa falecida.  O alívio cômico maior ficou com Robin fazendo uma pseudo-traficante, já que aproveitou sua experiência em funerais anteriores para carregar tudo aquilo que Marshall pudesse precisar e mais um pouco. O melhor foi ainda a referência impagável a Mary Poppins. O único ponto negativo ficou nas cenas entre Lily e a sogra, um pouco over e surreal demais, mas nada que prejudicasse o todo. E ainda deixou o gancho para a revelação sobre o pai do Barney, que deve pôr um fim a essa história do personagem nos próximos capítulos. How I Met Your Mother acertou de novo.

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Shameless – 1.02: Frank the Planck

Se o piloto de Shameless já tinha me surpreendido pelo carisma e pelo politicamente incorreto, nessa semana a série trouxe um capítulo melhor ainda. Dessa vez, aumentaram o foco dado a Frank, personagem do William H. Macy, que teve uma aparição um pouco superficial no episódio piloto. Aqui, ele vai parar no Canadá levado pelo namorado da filha, numa espécie de vingança por ter batido em um dos filhos e pela forma com que trata a própria família. Mas Steve acabou surpreendido pela reação de Fiona, que demonstrou uma imensa preocupação com o pai, mesmo tendo um ressentimento por ter sido obrigada a se tornar a mãe dos seus irmãos (e faz questão de mostrar que são suas crianças, não dele). Sem lugar pra ficar, Frank se aproveita do fato de que seu agressor abandonou a família para tentar assumir sua posição, e consegue. A personagem da Joan Cusack é simplesmente impagável e Frank passa por poucas e boas na cama aturando as fantasias sexuais reprimidas da mulher. Mas tudo parece valer a pena quando ele vê uma esposa cuidadosa e carinhosa preparando seu jantar de forma impecável, algo que ele provavelmente nunca teve na vida. Ficamos sabendo também como a vizinha ganha a vida e como os Gallaghers conseguem seu café-da-manhã. Já disse que eu adoro essa família, né!

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