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Comentários em série

06/01/2011

**CONTÉM SPOILERS**


Episodes – 1.01 e 2: Episode 1 e Episode 2

Quando eu fui assistir a esse episódio duplo de estreia, já tinha lido por aí muita gente dizendo que era ruim. Por isso, foi com certa surpresa que recebi a série. Pra mim, Episodes passa longe de ser algo completamente sem graça. Tirando alguns diálogos estranhos, como aquele em que a assistente diz que o Merc nunca havia assistido a série original, e alguns casos de overacting, o restante é bem bom. Pra quem não sabe, Episodes conta a história de um casal de roteiristas britânicos que é convidado a fazer uma versão americana de sua premiada série. Adorei como a história mostra de forma ácida esse mundo de bastidores, cheio de manipulação e conflitos de interesse movidos a dinheiro. E também a crítica ao mundo das celebridades, com Matt LeBlanc, interpretando ele mesmo, um cara que aceita fazer um papel que não tem absolutamente nada a ver com ele, só pra poder comprar um restaurante. Fora isso, a série tem várias tiradas ótimas, como a casa de utilizada num reality show e a da Síndrome de Tourette, que rendeu a cena final de rolar de rir. Claro que não é nada perfeito e a série carece de graça em vários momentos, mas fiquei bastante interessado com o que vem por aí. E espero que troquem aquela abertura:  é constrangedora de tão ruim.

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Glory Daze – 1.01: Pilot

Que os anos 80 foram a coisa mais cafona de que se tem notícia ninguém discorda. Mas a verdade é que todo mundo gosta dessa época, das músicas, das roupas e das comédias que envolviam jovens querendo sexo e felicidade. É isso que traz Glory Daze, uma espécie de Greek, só que passada em 1986 e focada mais no mundo masculino do que em relacionamentos em si. A série tem várias tiradas engraçadas que brincam com a estética daquele ano e outras mais óbvias, que fazem referência a coisas que aconteceram no futuro, como a invenção do e-mail. A reconstituição de época é parcialmente eficiente: se os figurantes e grandes cenários realmente surgem com rande fidelidade, os protagonistas raramente parecem viver em 1986. Os cabelos e maquiagem parecem muito mais os empregados nos dias de hoje do que aquela cafonice dos anos 80. Claro que esses são pequenos detalhes, ainda mais que a série consegue divertir. Pena que tenham investido em tantos clichês e que os personagens pareçam apenas caricaturas, como o pegador, o nerd, o jogador de futebol etc… Ainda vou ver o próximo para poder dar o parecer final. Mas, por enquanto, fico com Greek.

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Brothers & Sisters – 5.11: Scandalized

Juro que nem me importei com o fato de o Justin já ter superado o término com a Rebecca e agora se declarou para a enfermeira. Eles formam o meu novo casal preferido de Brothers & Sisters. É claro que aquela história toda de ser paramédico e ela ir trabalhar com ele do nada foi mega inverossímel, mas foi legal mostrar essa aproximação dos dois, bem menos óbvia do que o normal. Eu até pensei que ele fosse fazer alguma besteira na hora de salvar o cara, ou então que os dois fossem divergir de algum procedimento, mas não: foi tudo para criar uma sensação de cumplicidade e admiração entre o casal. E eu gostei. Já com Nora, parece ter ocorrido o contrário. No capitulo anterior, ela estava morrendo de amores pelo psicólogo, que passou o Natal com os Walkers e tudo caminhava às mil maravilhas. Mas então, ele percebe que os dois são diferentes porque a família dela é indiscreta e ele, muito reservado? A impressão que deu foi de que o ator quis sair da série e inventaram essa desculpa esfarrapada. Mesmo todos nós sabendo que os Walkers são a família mais espaçosa e indelicada do mundo. Kitty resolver surtar porque a mãe do namorado disse que ele era muito diferente dela. Acho estranho que mesmo depois de um tempo juntos, Kitty não tivesse percebido essas discrepâncias na vida do casal. E se isso fosse, de fato, importante, eles já teriam se separado antes, ou pelo menos o problema já teria vindo à tona. Ainda be que ela percebeu que ele pode ser sim um cara bom pra ela. E mesmo se não for muito tempo, que sejam felizes enquanto dure. Kevin e Scotty estão vivendo a história mais previsível de todas. Fazendo aulinhas com a psicóloga pra poderem adotar, um ficando encanado enquanto o outro tem a cabeça no lugar, e depois quando aquela garota apareceu, todo mundo já sabia que eles iriam escolhê-la. Ou seja, tudo muito bonitinho e clichê. Espero que esse processo de adoção ainda consiga nos reservar alguma surpresa. O casal já ficou até um pouco mala demais.

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