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The Good Wife 2×09: Nine Hours

18/12/2010

**CONTÉM SPOILERS**

Corrida contra o tempo, culpa, inocência, leis, regras, revanches, religião, família, sonhos eróticos, segunda chance. The Good Wife aborda isso tudo e muito bem.

Nem preciso dizer que esse foi mais um episódio de altíssimo nível, algo que vem se repetindo bastante nessa temporada. Novamente, os roteiristas trouxeram uma situação diferente, em que a equipe da firma teve apenas nove horas para evitar a execução de um homem, baseando-se apenas numa dica sobre a existência de algo que eles teriam negligenciado em todo o processo.

O início foi um pouco confuso, misturando cláusulas adicionais, petições, adendos etc, mas aos poucos tudo foi sendo explicado para os leigos, sem nunca soar didático demais. Daí, foi fácil se envolver na história, com a montagem que ressaltou bem o clima de urgência em que os personagens se encontravam, mas dando espaço a tramas paralelas sempre bem construídas.

O triângulo amoroso que ressurgiu no capítulo anterior foi novamente abordado, com Alicia tendo a prova de que se sente atraída por Will ao ter um sonho erótico com ele. Ao mesmo tempo, quando ela tenta convencer o juiz de suspender a execução, naquela que foi a melhor cena do episódio, sua emoção vem justamente do fato de que ela falava também de si própria e de sua relação com o marido. Julianna Margulies provou porque merece as indicações a tantos prêmios por aí.

Foi possível perceber também o envolvimento de Diane com o cliente e não por acaso coube a ela o papel de ficar perto dele no dia da execução. Sua preocupação em promover o reencontro com a filha roubou um pouco do espaço da sua posição de advogada, mas nada que tirasse a sua atenção, como quando percebeu a falta do anestésico (Só eu não sabia que nos EUA as ligações eram transcritas simultaneamente?) e usou isso para tentar adiar a execução. Ela teve ainda de lidar com a revanche do diretor, que recaiu, ironicamente, sobre o próprio cliente.

Até o Cary apareceu para cooperar depois de passar uma saia justa no telefone e adoro como ele quase sempre sai perdendo, porque acho o personagem completamente inútil. De qualquer forma, ele foi crucial para o sucesso da equipe, o que mostra que às vezes forçam a barra um pouco demais nas coincidências entre os casos. E Kalinda também resolveu se expôr um pouco, mesmo que pressionada por Alicia, mas gosto desse mistério na vida dela, de não sabermos exatamente como ela é. É o que deixa Kalinda interessante e imprevisível.

The Good Wife ainda fez um pequeno ensaio sobre a origem da fé, ao mostrar Grace inicialmente descrente, em seguida, curiosa,  e por último, convencida de que as orações da amiga tiveram influência nos resultados do dia. As pessoas querem acreditar e muitas vezes não há mal nenhum nisso. Esperança é o que há.

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