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The Walking Dead: primeiras impressões

23/10/2010

The Walking Dead só vai estrear no próximo dia 31, mas na última terça-feira vazou o pre-air, o arquivo enviado aos jornalistas para fins de divulgação e crítica, e que portanto, pode não ser a versão que vai de fato ao ar. A qualidade também não é muito boa, mas nada que prejudique a ótima experiência que foi assistir a esse capítulo.

Essa talvez seja a estreia mais esperada da safra atual, e levando em conta somente esse pre-air, ela não decepciona nem um pouco. A história se baseia numa graphic novel homônima (a qual eu nunca li) e mostra Rick, um subdelegado que acorda no hospital depois de ter levado um tiro e ter entrado em coma.  O que ele vê em seguida é um típico cenário pós-apocalíptico: a cidade vazia, suja, destruída e dominada por mortos-vivos.

A diferença desta para outras produções do gênero é o tempo dedicado a apresentar os personagens e o ambiente que os cerca. No início, em ritmo lento, Rick observa aonde está, tenta entender o que aconteceu, e junto com ele, nós passamos e conhecer aquele lugar, já que o mundo mudou desde que Rick foi hospitalizado. É visível que o interesse aqui é em contar uma boa história, e não simplesmente uma trama de ação repleta de zumbis atrás de carne.

Por outro lado, as poucas cenas de fuga e ritmo mais elevado funcionam perfeitamente e criam uma tensão necessária para que nos importemos com os personagens. A maquiagem e os efeitos empregados nos mortos-vivos estão no ponto certo para despertar o nojo e a pena, como na cena em que Rick vê um zumbi se arrastando pelo chão e diz que sente muito, algo que provavelmente todos os espectadores queriam dizer naquele momento.

A produção, por sinal, é praticamente perfeita, tanto na parte técnica de maquiagem, fotografia e cenários, quanto o roteiro e a direção,  capaz de criar belas cenas, principalmente o momento em que Rick vê os mortos tentando abrir a porta do necrotério e o plano em que o protagonista chega a cavalo em Atlanta, como bem ilustra o cartaz acima.

Fiquei bastante interessado na forma como a série vai utilizar essa situação peculiar para desenvolver os personagens e explorar as relações entre eles. Frank Darabont, o cineasta e roteirista que comanda o projeto, já empregou com sucesso uma  experiência parecida para analisar o comportamento humano no ótimo filme O Nevoeiro. Dessa forma, é possível  que The Walking Dead utilize os zumbis como metáfora para fazer críticas sutis à sociedade, assim como George A. Romero fez quando lançou a série de filmes iniciada em A Noite dos Mortos-Vivos. Mal posso esperar o que vem por aí.

2 Comentários leave one →
  1. Lucas permalink
    23/10/2010 22:12

    É mesmo, O Nevoeiro é muito bom, mas espero que The Walking Dead divirta e deixe as críticas de lado.

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