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Comentários em série

01/10/2010

**CONTÉM SPOILERS**


Glee – 2.02: Britney/Brittany

Eu já não esperava muito desse episódio depois do que aconteceu com o capítulo da Madonna e o mesmo se repetiu aqui. Ao colocarem as mãos na obra da cantora, os produtores correram para fazer um episódio dedicado a ela sem se preocupar em criar uma história plausível ou algo orgânico a trama. O resultado foi um festival de números musicais surgindo aleatoriamente e o pior, copiando os clipes das canções originais. Se era para reproduzir as músicas e os clipes, qual foi então o propósito? Por isso, o melhor número sem dúvidas foi o de Toxic, que veio com uma versão divertida  e uma coreografia inspirada. Claro que tivemos várias tiradas engraçadas, principalmente aquelas que saem de Brittany quando percebe que não é inferior a cantora pop e deseja todos os solos para si. E até Kurt, com breve participação, conseguiu se destacar. Já os protagonistas Will, Rachel e Finn estão tão chatos que não valem nem o comentário. É uma pena, porque Glee, além de ser um bom musical, costumava ter personagens interessantes e texto ácido e inteligente.

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The Big C – 1.06: Taking Lumps

Se antes Cathy Jamison parecia um pouco esquecida que estava doente, agora ela foi relembrada (no pior momento possível) que tem um nódulo e justamente na bunda. Claro que ela não ia querer esse inconveniente justo nesse momento que está redescobrindo seu corpo. Cathy também percebe que está na hora de reunir sua família e chega a dar uma chance a Paul. Mas é interessante como ela não aceita a traição do marido (ou saber que foi traída), como se a dela fosse justificável pela doença que tem.  É impressionante também como o filho é insuportável, só consigo pensar que o personagem foi construído assim para a gente não ter pena dele quando a mãe morrer. Até Andrea, que mostrou imaturidade, foi melhor quando não revelou a traição de Cathy. Por fim, também já imaginava que a Marlene não iria aparecer, mas achei que seria de propósito e não por esquecimento. Aquele chinelo na geladeira indica provavelmente Alzheimer. Mas ainda bem que Cathy tinha seu amante bonitão para buscá-la e levá-la para onde ele quiser.

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Blue Bloods  – 1.02: Pilot

Pode-se pensar que se trata de mais uma série policial que segue a fórmula de Law & Order, mas a julgar por esse piloto, Blue Bloods pode ser bem mais que isso. A história é a de uma família composta por, digamos assim, pessoas “da lei”. O avô é um policial aposentado, o pai é comissário de polícia, um dos filhos é detetive, mas esteve no Iraque e ainda vive um pouco abalado por isso, a filha do meio é promotora de justiça, o caçula  é formado em direito mas decidiu ser policial e acabou de se formar na academia. Como era de se esperar, há também um caso da semana, mas o real interesse aqui está nas relações dessa família, entre si e com a lei. Dessa forma, há espaço para uma discussão sobre tortura, e uma investigação acerca de uma organização secreta formada por policias. Esse parece ser o assunto mais interessante e o que provavelmente vai render mais, já que irá colocar os membros da família uns contra os outros. Se Blue Bloods continuar equilibrando bem os casos do dia com a vida pessoal dos protagonistas e levantar questionamentos relevantes sobre limites éticos e o funcionamento da polícia, pode vir a se tornar uma grande série.

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How I Met Your Mother – 6.02: Cleaning House

Depois da season premiere completamente sem graça, Ted e cia. retornaram com um episódio um pouquinho melhor, mas ainda assim longe daquilo que pode ser considerado um bom seriado de comédia. Quando a série foi perdendo a graça, eu percebia que invariavelmente eles contavam uma boa história, faziam crônicas da vida real simples mas que combinavam com o formato da série. O problema é que agora nem isso ocorre mais. Os personagens não são mais interessantes e tudo parece sem rumo. Esse retorno do irmão do Barney e o plot do pai deles serviu apenas para tentar explicar de onde vem tanta auto-confiança e deu até pra rir um pouco com as mentiras da mãe. Foi engraçada também a cena em que Barney tenta cantar com o resto da “família” e mostra seu vozeirão à la black power. Mas o riso parou por aí. A preocupação de Ted com o overselling de Robin não gerou nenhuma risada, apesar de, novamente, se tratar de uma crônica da vida real. Pior foram Lily e Marshall, coadjuvantes que não tiveram nenhuma fala relevante. No geral, foi um episódio superior ao anterior, mas a falta de graça e uma boa história comprometem o interesse no restante da temporada.

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