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Toy Story 3

25/06/2010


Quem nunca sofreu para crescer, para seguir em frente, desapegar-se de coisas que fazem parte do passado? Quem nunca teve que abrir mão de algo e mesmo sabendo que é preciso, sofreu por perceber que aquilo faz parte de quem você é, da sua vida? E quem nunca teve dificuldade em entender que não se pode ter tudo, que para crescer é preciso mudar e perder? É exatamente esse o assunto principal de Toy Story 3, e talvez por ter um tema tão universal, o filme consiga mexer com tanta gente.

A história traz os personagens 11 anos depois do filme anterior, quando Andy já está com 17 anos e prestes a ir para a universidade. Vivendo há anos em um baú, já que foram naturalmente deixados de lado com o crescimento de seu dono, Woody, Buzz e cia. se preocupam em saber qual será seu destino: uma creche, o sótão ou o lixo. Apesar de preferirem a segunda opção, os brinquedos vão parar acidentalmente em uma creche, onde conhecerão outros  problemas e enfrentarão novos desafios.

Logo no início, é possível perceber um ar de despedida e melancolia. Além disso, é interessante  notar como é prazeroso termos esses personagens de volta depois de tanto tempo, para em seguida sofrermos ao vê-los sozinhos e tristes. Ao mesmo tempo, o roteiro não vilaniza Andy. Pelo contrário, permite-nos compreendê-lo e perceber sua dificuldade em abandonar seus velhos brinquedos, mesmo sabendo que é o certo.

Apesar de ter um fator emocional mais forte que seus antecessores, Toy Story 3 diverte, e muito. Novamente conseguindo apresentar bons personagens, a trama acrescenta novos brinquedos pelos quais somos facilmente envolvidos, com destaque para Ken e sua relação com a Barbie. Todos trazem uma boa dose de humor e se mostram importantes para a trama. Além disso, podemos rever a personalidade dos antigos personagens, ao mesmo tempo em que o roteiro brinca, sempre de forma inteligente, com suas características peculiares.

Como se não bastasse, a continuação mantém o fator  aventura que havia nos anteriores, ora fazendo referências claras e divertidas a subgêneros como os filmes de prisão (há também algumas menções e homenagens a diversas obras, algumas óbvias, outras nem tanto), ora construindo cenas de ação crescente, como no terço final que culmina num clímax absolutamente tenso e emocionante, e que prova o quanto nos importamos com aqueles personagens.

Toy Story 3 consegue ser ainda melhor que seus antecessores e já é um dos grandes longas de 2010. No fim, nós sentimos muito, assim como Andy, por termos que nos separar daqueles brinquedos. E ao demonstrar tamanha sensibilidade num filme a princípio infantil,  a Pixar consegue provar (mais uma vez) que é uma das melhores coisas do Cinema atual.
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