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True Blood e bye, bye Na Forma da Lei

23/06/2010

**COM SPOILERS, OF COURSE**


True Blood sempre foi uma série bizarra, com temática meio tosca, mas é essa esquisitice da história que atrai muita gente. No início, os vampiros serviam de metáfora para um monte de coisa, eram seres complexos, erotizados, cujo sangue tem poder afrodisíaco. A série ainda falava de preconceito, aceitação e religião, tudo da forma mais cool possível, é só reparar na própria abertura do programa. Porém, desde a segunda temporada, a história vem saindo cada vez mais disso.

Nesse “Beautifully Broken”, com a trama dos lobisomens sendo aprofundada, percebe-se que essa é a parte menos interessante de todas. Na verdade, não entendo a razão de terem incluído esse elemento na série. A trama, de temática semelhante a de Crepúsculo e cia., distanciava-se pela abordagem dada aos vampiros. Mas com a entrada desses novos “seres”, ficou muito parecido com os livros escritos por Stephenie Meyer, que são histórias adolescentes. Ou seja, há algo de muito errado nisso.

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A Tara era tão mais legal quando era meio maluca e cética e ainda assim levava a mãe para ser exorcizada. Mas pelo menos sua história tomou um rumo melhor na visita à mãe do Lafayette, numa ótima participação da atriz Alfre Woodward. E ela junto com aquele vampiro/lobisomem ainda promete, acho. A Jessica, é de longe, a melhor personagem. Suas cenas “aprendendo” a ser vampira com a Pam e depois tentando se livrar do corpo foram o ponto alto do capítulo.

Jason também teve bons momentos, na verdade, o personagem tem ótimas tiradas e suas cenas com Andy continuam funcionando muito bem. O triângulo Sookie-Bill-Eric só dá sono e a cena deste último na segunda guerra foi bem over. No todo, foi um capítulo melhor do que o da semana passada, mas ainda assim abaixo da média dessa série que costumava ser genial.

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Como eu disse semana passada, resolvi dar mais uma chance para Na Forma da Lei, mas parece que vai ficar por aqui. A série  tem alguns pontos positivos, mesmo assim, no geral, é bem ruim. O texto é cheio de frases de efeito fora de contexto, tudo é dito como se fosse um grande discurso, os personagens sempre dizem nome e sobrenome (super espontâneo), o que não deixa de ser contraditório, já que a intenção aqui é de ser realista. O elenco irregular prejudica, se tivessem escolhido um casting mais desconhecido, talvez houvesse mais verossimilhança. Além disso, a série não tem medo de ser violenta em alguns momentos, mas isso contrasta com a trama cheia de clichés e com personagens muito marcados como mocinhos ou vilões. E se a história prometia alguma discussão/dilema moral, ficou nisso mesmo: apenas na promessa.

Comentem!

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