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Os 50 que fizeram os 2000 (parte 6)

19/06/2010

Para referência:

Parte 1 , Parte 2 , Parte 3 , Parte 4 , Parte 5

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Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) – Christopher Nolan,

EUA, 2008

Depois do desastre chamado Batman & Robin, muitos achavam que a franquia do herói estava acabada. Até que Christopher Nolan conseguiu ressuscitar o personagem em Batman Begins, começando a história do zero e trazendo uma roupagem mais realista e sombria. A expectativa para uma segunda parte foi grande, mas ninguém esperava que o diretor realizaria uma verdadeira obra-prima, uma produção que  elevou os filmes de super-heróis a um nível jamais visto. Heath Ledger escreveu seu nome na história com uma das melhores interpretações da década e ganhou mais de 40 prêmios póstumos pelo personagem. O roteiro mistura ação, filme de gângsters, suspense e drama psicológico dos bons, tudo brilhantemente orquestrado pelo diretor. É interessante ver o cuidado não só com as cenas de ação, mas também com o desenvolvimento de todos os personagens, o que nos faz esquecer até de que se trata de um blockbuster americano. Mas só prova, na verdade, que O Cavaleiro das Trevas é bem mais que isso.

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Caché (idem) – Michael Haneke, Alemanha/França, 2005

Michael Haneke é mestre em manipular e perturbar o espectador, como em Violência Gratuita e neste brilhante Caché. A trama mostra como a vida de um pacato casal aparentemente perfeito (os ótimos Daniel Auteuil e Juliette Binoche) muda quando este começa a receber fitas contendo gravações de sua simples rotina. Aqui, o diretor não está interessado em desvendar o mistério por trás dos vídeos, na verdade, muito pouco é explicado. Sua verdadeira intenção é mostrar uma crise que precisava apenas de um estopim para acontecer, revelando a instabilidade dos personagens e seu passado desconhecido e sombrio. Dessa forma, somos levados a questionar: o que é pior, a ameaça que a família vem sofrendo, ou a personalidade no protagonista?

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Irreversível (Irreversible) – Gaspar Noé, França, 2002

Angustiante. Creio ser essa a melhor forma de descrever a sensação causada por esse filme. Tem a famosa longa cena de 10 minutos com o estupro da personagem da Monica Bellucci, tem o clímax extremamente pesado, que na verdade é a primeira cena do filme pois tudo é contado de trás para a frente, e tem uns movimentos de câmera e uma fotografia incômoda e nauseante. Mas o que dá mesmo uma angústia enorme é o fato de sabermos o triste fim que aqueles personagens terão. De fato, não acontece muita coisa ao longo do filme, mas ao sabermos de antemão como tudo se encerrará, torna-se uma saga longa e dolorosa assistí-lo até o fim. Pode não ser exatamente um bom filme, mas está nesta lista pela forma utilizada para contar a história. E ao final, passamos a concordar com a frase dita logo no início: “O tempo destrói tudo.”

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Distrito 9 (District 9) – Neill Blomkamp, EUA, 2009

Um dos melhores filmes do ano passado é uma ficção científica que conta uma história batida de forma incrivelmente original. Uma nave extraterrestre para em cima de Johanesburgo (e não de Nova York), o governo local entra e encontra os ETs denutridos e assustados, removendo-os em seguida para o tal Distrito 9. Anos depois, o lugar se tornou uma imensa favela, gerando um grande problema de xenofobia. O longa não traz só uma alegoria óbvia do apartheid, mas também remete ao holocausto, exibe a miséria do terceiro mundo e ainda fala de preconceito, mostrando que estar do outro lado é apenas uma questão de oportunidade. Além disso, é um ótimo filme de ação, com efeitos especias extremamente convincentes rodados com um orçamento reduzido. O elenco desconhecido é bastante competente, com destaque para o protagonista Sharlto Copley, além da direção genial de Neill Blomkamp, a grande revelação do ano. Distrito 9 provoca sentimentos diversos e isso é um grande mérito em uma obra de ficção científica.

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Oldboy (idem) – Park Chan-Wook, Coreia do Sul, 2002

Eu confesso que tenho um pouco de preconceito em relação ao cinema asiático. sei que não devia, mas não consigo evitar. Porém, Oldboy é a parte do meio da chamada Trilogia da Vingança proposta pelo diretor Park Chan-Wook, e como tenho uma queda enorme por histórias que abordam esse sentimento, o filme me conquistou totalmente por ser esse o mote de quase todos os seus personagens. Aqui, um homem é sequestrado e fica 15 anos preso em um quarto. Um dia ele é solto e só quer se vingar. Daí em diante é um jogo de gato e rato violento e inteligentíssimo, repleto de reviravoltas surpreendentes. Mas também  é uma análise do comportamento do protagonista e dos motivos que fizeram o vilão tomar suas decisões. Tudo culmina em um final explosivo, levando o espectador a ter um turbilhão de emoções misturadas. Resumindo: é Cinema de primeira.

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