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“Alguém que nos complete”?

17/06/2010

Durante uma conversa com amigos, na qual falamos sobre diversos assuntos, um em especial me chamou a atenção: o medo de ficar sozinho. Pensando nisso, de cara me veio a pergunta: por que quando não estamos namorando/ficando/saindo/casando com alguém nos consideramos sozinhos? Por que nessas horas não contam a companhia de parentes e amigos? Mais do que isso, o simples fato de termos medo já não demonstra uma pré-disposição a ficarmos “sozinhos”? E é nesse ponto que reside o maior problema para mim: na verdade, eu tenho medo de ter medo.

Explicando melhor, temo justamente ficar pensando em tal assunto. Sentir esse “medo” talvez demonstre baixa auto-estima e insegurança, características que nos levam a ficar “sozinhos”. Além disso, quem disse que a felicidade está mesmo em encontrar uma pessoa, o famoso “príncipe encantado”, ou “alguém que nos complete”? Repare que coloco os termos entre aspas, pois os considero conceitos não definidos, e provavelmente inexistentes. Não é egoísmo demais exigir isso de alguém? Na verdade, não seríamos nós que teríamos que mudar e nos adaptar a tal “alma gêmea”?

Pois é, aqui são mais perguntas que respostas, reflexões aleatórias de uma pessoa com nenhuma experiência em relacionamentos, portanto, tudo pode parecer completamente incoerente, mas é assim que penso. Dito isso, finalizo esses devaneios citando uma frase dita pela personagem da Emma Thompson no filme Razão e Sensibilidade:

“Apesar de atraente, a ideia de nossa felicidade depender de outra pessoa nem sempre é possível.”

.

4 Comentários leave one →
  1. bruno permalink
    09/11/2010 0:38

    marcus,

    vc não precisa ter experiêmcia para enxergar o que escreveu….muito bom aliás…. tanto que estou comentando!! ;)
    O fato é que descobrir as imperfeições de uma outra pessoa, é o grande prazer de viver com sua “alma gêmea” e de conhecer as pessoas….
    o outro fato é que tem que existir uma chance de todos tentarem se embrenhar nessas imperfeições, e cada um tem que se dar essa chance…pode ser naquele relacionamento de anos e que basta ter boa vontade e sair do egoísmo puro, para dar uma chance ao outro, e tentar…. ou pode ser aquela vez em que vc conhece a pessoa uma vez e nunca mais consegue vê-la e fica aquela sensação(boa até, mas frustrante) de qu aquela pessoa era a tal da “alma gêmea” e sempre longe, mas será…. é só dar uma chance, pra esquecer ou pra conhecer melhor…..

    mas o que são os amigos se não verdadeiros “namorado(a)s” sem beijo na boca.??!
    quando eles vão pra rumos diferentes(e bem ou mal todos se dividem) um vazio fica, tão maior do que o vazio de uma quebra de relacionamento. Aquela coisa da rotina de ver a pessoa, conversar, não existir mais…. “o que farei agora no hora em que eu estava com essa pessoa?” num relacionamento há um afeto maior, claro, há o beijo e o sexo, mais íntimos, mas a confiança e a doação(dos verdadeiros amigos) é a mesma, ou ao menos deveria….
    enfim, se relacionar é umas das coisas mais maravilhoas do mundo e a auto confiança é a arma principal pra levar a si próprio e puxar quem vc quer contigo e acho que ai que vc encontra um grande par… é quando um empurra o outro para o lado positivo da vida….

    abraços

    • 09/11/2010 1:15

      Bruno,

      Você conseguiu explicar melhor aquilo que eu quis dizer com “tentar se adaptar a uma possível alma gêmea”. Descobrir as imperfeições do outro, aos poucos, tentando entendê-lo, é como quando você recebe uma caixa cheia de coisas e vai tirando tudo devagarzinho, olhando com calma e meio desconfiado. E assim, você pode tentar ver os pontos positivos, tentar dar alguma utilidade aquilo que a princípio pode parecer inútil, e se surpreender. O que é melhor que perceber que aquelas concepções fabricadas não são como a gente pensava e tudo pode ser diferente? Eu prefiro mil vezes ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
      Já faz um tempo que eu escrevi esse post, e desde então minha opinião já mudou um pouco. Hoje em dia eu estou mais aberto com certeza, acho que eu posso, e devo sim, me dar essa chance, como você mesmo disse, pelo menos pra saber como é. Eu sou do tipo que acha que “não saber” é muito pior do que descobrir a verdade.
      Seu texto foi bem melhor que o meu e me inspirou muito na hora de escrever esse “reply”. Muito obrigado por comentar.

      Abraços!

  2. bruno permalink
    22/11/2010 18:24

    Olá Marcus,

    de nada, mas agradeço a vc pelo blog. Acho ele muito bom e mostra uma dedicação sua. Pelo menos sempre tem posts dos seriados e não são poucos.
    E vc também responde muito rápido… meia hora depois!!! rsrsrs só passei agora(dias depois, desculpa!!) pelo seu blog e vi que vc “recomentou”. Aliás acho que vc deveria “devaneiar” mais!!!

    vc publicou o post em junho, já é um bom tempo para se mudar de idéia, mudar não aperfeiçoa-la. :) eu mudo de idéia a cada segundo!! rsrsrsrsr

    voltando a falar de relacionamento. Acredito muito de que se deva ter uma curiosidade entre as pessoas, manter isso. é aquele sentimento cativante de descobrir, é igual a viajar, ler um livro. Descobrir as pessoas é maravilhoso, seja um amigo, ou alguém que vc goste.
    Acho que isso é maior desafio, os dois lados tem que pensar em querer descobrir e o outro em querer ser descoberto. E tudo leva para evolução. vc encontra o seu amigo “irmão” ou a sua pessoa perfeita…
    è assim que penso, descobrir as coisas. Foi o que escrevi antes… é tentar.
    O problema é a primeira impressão. A primeira impressão é horrível: é preconceito, é pré julgamento…. vc olha e conhece e fica assustado ou simplesmente desinteressado ou ama deliberadamente porque ” já conhece o tipo”. Infelizmente e felizmente (?!?!?!?!) a primeira impressão conta muito. Faz a gente racionalizar a emoção. Mas não se deve pensar na liberdade emocinal… vamos viver?!? Sim. mas também devemos racionalizar e tirar os preconceitos das nossas visões.
    E isso simplesmente nos leva a querer nos abrir, tentar, descobrir… e acho que é muito simplesmente isso.
    Em resumo, é o que escreveu ““não saber” é muito pior do que descobrir a verdade.” mas faltou algo: como afirmar uma verdade se não se sabe?
    Acho que num relacionamento devemos voltar a sermos crianças, mais do que brincar, perguntar o por que de tudo. A tal curiosidade.
    Por que devo dar um beijo? um abraço? um presente? Ou um simples olá? Para que?
    Se não faz sentido…….. a situação pode não ter sentido mas em mim garante satisfação! eu vou lá e dou um oi, um abraço, um beijo, um presente e depois digo um até logo.
    Infelizmente o outro lado pode não querer ser descoberto…

    abraços

    • 23/11/2010 2:04

      Bruno,

      Eu respondi rápido porque ele avisa por e-mail toda vez que alguém comenta, aí não tem como não ver. Eu até gostaria de “devanear” mais, mas a verdade é que eu não sei escrever bem esse tipo de texto, só naquele dia que eu estava bastante inspirado.

      Como eu disse antes, tenho muito pouca experiência em relacionamentos, por isso não posso teorizar muito sobre o assunto. Gostei muito da forma como você expôs, falando sobre primeiras impressões e curiosidade. Não posso dizer que sou uma pessoa sem preconceitos (aliás, qualquer pessoa que diga isso está sendo muito hipócrita), mas sempre tento manter a cabeça aberta. Adoro mudar de opinião, perceber que algo é totalmente diferente daquilo que eu pensava, traz um frescor, uma sensação de novidade, sabe? Mas, de fato, a primeira impressão conta muito (se isso é bom ou ruim depende de cada caso), e não é sempre que temos a chance de causar uma boa segunda impressão.

      Na minha vida eu sou bem curioso sim, mas confesso que quando o assunto é relacionamentos, sou um pouco medroso. Não, não sou um personagem de uma comédia romântica clichê. Mas pode ser que eu seja considerado uma pessoa que não quer ser descoberta. Acho que tem gente rápida demais, que já sabe tanto o que quer e acaba tropeçando. E eu, provavelmente, sou mais lento nesse sentido. Não que eu esteja de olhos fechados, pelo contrário, estou sempre bem atento, mas acho que deve-se encontrar um equilíbrio entre os tempos de cada um. Perceber isso é difícil, eu sei, precisa de sensibilidade pra notar as sutilezas de cada um, mas isso não faz parte do processo de descobrir as pessoas, como você mesmo disse? Sei que já estou flutuando nos meus pensamentos, nem sei se faz sentido, mas o assunto é vasto, não é mesmo?

      Muito obrigado por comentar.

      Abraços

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