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Os altos e baixos de Glee

11/06/2010

**CONTÉM SPOILERS**


Glee – 1.22: Journey

Quando o piloto de Glee foi exibido pela primeira vez, há um pouco mais de um ano, a série era uma grande promessa. Para começar, tratava-se de um musical, algo raro no primetime americano. Seu criador, Ryan Murphy, já tinha no currículo séries como Nip/Tuck e Popular, ambas com grande dose de irreverência, e de certa forma conseguiu manter isso aqui, ao menos no piloto.  Além disso, Glee era bem produzida, tinha um texto ácido, bons personagens e terminava com um número musical que se tornou inesquecível.  A maioria do público ficou no mínimo interessada no próximo, que só viria três meses depois.

Quando a fall season de fato começou, a série se mostrou um pouco irregular, alternando episódios bons com outros medianos. A história era repetitiva e o elenco ainda estava fora de sintonia. Porém, a parte musical acabava compensando esses defeitos,  pois era quase sempre imperdível, com números bem feitos e divertidos e que destilavam cultura pop para o telespectador. O último episódio antes do hiato conseguiu fechar o ano em alta e deixar uma grande expectativa para o restante da temporada.

O retorno, já em abril, foi decepcionante. Os defeitos da série ficaram cada vez mais evidentes, como a trama episódica e efêmera demais, o que na verdade demonstra uma falta de história para contar. Até a parte musical, com uma ou outra exceção, caiu um pouco de qualidade, nem Madonna e Lady GaGa conseguiram salvar seus capítulos com roteiros tão fracos.

Esse season finale, infelizmente, confirmou a tendência. O medley com músicas do Journey foi divertido e achei legal terem fechado da mesma forma com que tudo começou. Por outro lado, faltou coerência a trama. De repente, tanto Rachel e Finn quanto Emma e Will resolvem que estão apaixonados. Até a Sue, de longe a melhor personagem, apareceu chorando (?) e ficou chata com aquele papo de dar uma segunda chance. Falando nisso, alguém se lembra de como era a Rachel no piloto? Pois é, desconstruíram os personagens e a gente nem percebeu. A verdade é que se assistirmos ao piloto e a esse Journey em seguida, perceberemos um abismo enorme, o que não deixa de ser uma pena. Com mais duas temporadas encomendadas, espero que Glee consiga voltar ao nível em que começou, pois apesar de ainda conseguir divertir, deixa aquele gosto de que poderia ser muito mais.

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