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Os 80 anos de Clint Eastwood

31/05/2010

No dia 31 de maio de 1930, nascia em São Francisco, Califórnia, Clinton Eastwood Jr. Filho de operários de uma fábrica, o futuro diretor teve uma infância completamente afastada de qualquer tipo de cultura, mas que, segundo ele, foi fundamental para moldar sua personalidade e seus trejeitos tão importantes nos faroestes e filmes de ação que viria a protagonizar.

Com apenas 18 anos, Eastwood mudou-se para Seattle a fim de trabalhar como salva-vidas em um clube.  Apenas dois anos depois, resolveu prestar serviços militares e em 1950, mudou-se para Los Angeles, local onde finalmente, muitas portas se abririam.

Interessado em Cinema e TV, Clint começou a participar de audições e entre 1955 e 1958, fez participações pequenas em alguns filmes. Até que, em 1959, entrou para o elenco da série de TV Rawhide, onde permaneceu durante seis anos e teve destaque absoluto. Em 1964, Eastwood ganhou seu primeiro grande papel no Cinema com a “Trilogia dos dólares”, de Sergio Leone, formada inicialmente por Por um Punhado de Dólares e Por uns Dólares a Mais, ambas de relativo sucesso. Mas seu estouro veio mesmo com a parte final, Três Homens em Conflito, de 1966, tornando-o uma estrela internacional.

O sucesso o credenciou a atuar com Richard Button em O Desafio das Águas, e em várias outras produções, inclusive o musical Os Aventureiros do Ouro, de 1969. Seu grande ano foi mesmo 1971, quando dirigiu seu primeiro filme, Perversa Paixão, no qual também atuou. Nessa mesma época, ele interpretou pela primeira vez seu personagem mais famoso, Dirty Harry, em Perseguidor Implacável, no qual inventou um estilo de bad cop copiado por décadas. Em seguida, continou dirigindo e atuando em diversos filmes, como o western O Estranho Sem Nome, de 1972. Apareceu como Dirty Harry de novo nas sequências Magnum 44 e Sem Medo da Morte, e atuou em outro western, Josey Wales, o Fora-da-lei.

Clint solidificou a carreira com Alcatraz – Fuga Impossível, de 1978 e atuou em comédias no fim dos anos 70.  Seu quarto filme interpretando Dirty Harry, Impacto Fulminante,  foi dirigido por ele mesmo, mostrando-se cada vez mais à vontade atrás das câmeras. A sequência foi a maior arrecadação de toda a série, e tornou-o viável como uma estrela também para os anos 80.

No entanto, ao longo da década, seu prestígio foi caindo. Atuou em filmes de pouco sucesso e sua última aparição com seu personagem famoso, Dirty Harry Na Lista Negra, teve baixíssimo retorno comercial. Em seguida, esteve na péssima comédia Rosa e no  decepcionante Um Profissional do Perigo, ambos massacrados pela crítica. Sua carreira seguiu ladeira abaixo e, por ter quase 60 anos na época, todos achavam que não iria se recuperar.

Porém, em 1992, Eastwood surpreendeu a indústria lançando seu grande western Os Imperdoáveis, para muitos seu melhor filme. O longa ganhou quatro Oscars, incluindo dois para Clint, como diretor e produtor. Vieram então, outra série de sucessos e filmes de alta qualidade, como Na Linha de Fogo, Um Mundo Perfeito e As Pontes de Madison, ao lado de Meryl Streep, que se tornou um história de amor extremamente popular.

Em seguida, dirigiu e atuou nos elogiados Poder Absoluto (1997) e Cowboys do Espaço (2000), mas também esteve em Crime Verdadeiro (1999) e Dívida de Sangue (2002), que foram mal-recebidos por público e crítica. Nos anos 2000, com uma carreira sólida e prestígio intocado, Eastwood reuniu um grande elenco em Sobre Meninos e Lobos, de 2003, drama pesado e contundente, e que comprovava mais uma vez o talento do diretor. O filme deu o Oscar a Sean Penn e Tim Robbins, e Clint ganhou mais uma indicação.

No ano seguinte, lançou o que considero sua obra-prima: Menina de Ouro. O drama da boxeadora interpretada por Hilary Swank é uma obra belíssima, sensível e emocionante. O filme ganhou quatro Oscars, dois novamente para Clint, um para Morgan Freeman e outro para Swank. Foi um triunfo comercial e de crítica, e conseguiu levantar ainda mais o prestígio do diretor/ator. Mas ele não parou. Nos dois anos seguintes filmou dois filmes de uma vez só, A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima, mostrando lados diferentes da mesma guerra. O segundo, de qualidade muito superior, deu a Clint mais uma indicação ao Oscar.

Em 2008, novamente lançou dois filmes: A Troca, com Angelina Jolie, e Gran Torino, estrelado por ele mesmo, numa grande atuação. O filme estreou em primeiro lugar nos EUA, fazendo dele a pessoa mais velha a ter ocupado essa posição. Ano passado, ainda trouxe Invictus, que também alcançou relativo sucesso. A verdade é que nos últimos oito anos, Clint Eastwood lançou em média um filme por ano, uma produção e tanto para um senhor de quase 80 anos, e mais do que isso, uma obra grande e de alta qualidade. Atualmente, ele está na pós-produção de Hereafter e já trabalha no próximo, Hoover. O Cinema agradece.

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