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Os 50 que fizeram os 2000 (parte 2)

24/05/2010

Continuo agora a série de posts que iniciei lá na parte 1, fazendo uma lista com 50 filmes lançados na última década. Lembrando mais uma vez que não se trata de um ranking, portanto não há ordem alguma.


O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin de Amélie Poulain) – Jean-Pierre Jeunet, França, 2001

Esse é provavelmente o filme francês mais comentado da década. E é fácil perceber porquê, já que a história por si só é encantadora: Amélie (brilhantemente interpreta pela revelação Audrey Tautou) é uma moça carente desde pequena e um dia acha pequenas lembranças do antigo morador do local onde mora. Quando vê a reação do homem ao ter aquilo de volta, ela decide viver para tornar as vidas dos outros melhores. Isso faz com que Amélie passe a ver as coisas de outra forma e a mudar também a própria vida. O diretor utiliza elementos fantásticos para criar dois mundos em que a protagonista vive, a realidade e um cheio de sonhos. A fotografia está entre as melhores que já vi, contando com alguns planos memoráveis: aquele em que Amélie faz as pedras quicarem na água é simplesmente inesquecível. E a trilha sonora segue a mesma estética, instrumental e linda. É cinema bem feito, diferente e inspirador.


Juno (idem) – Jason Reitman, EUA, 2007

Juno é um dos melhores filmes de 2007. Cheio de diálogos deliciosos e uma protagonista extremamente cativante, o filme virou cult e gerou uma grande identificação por parte dos jovens americanos. Escrito pela ex-stripper e estreante Diablo Cody, o longa conta a história de uma adolescente que engravida e resolve dar sua criança para um casal adotar. O filme é lotado de referências pop ditas com muita naturalidade, porém, é uma história humana, real e sem julgamentos morais. A trilha sonora, perfeita do início ao fim contribui para o clima infantilizado e ingênuo do filme, assim como as atuações, com destaque para Ellen Page. Cody ganhou um merecido Oscar e Page recebeu uma indicação. Juno é um desses filmes para se ver diversas vezes sem nunca cansar.

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Procurando Nemo (Finding Nemo) – Andrew Stanton, EUA, 2003

A Pixar, responsável por essa grande animação, não sabe fazer filme ruim, e isso se confirmou quando Procurando Nemo foi lançado. Passado num vasto oceano, traz a história de Marlin, um peixe-palhaço que cruza os sete mares atrás do filho que foi sequestrado por mergulhadores. O filme surpreende pelo detalhismo  e realismo e pela capacidade de colocar feições humanas nos personagens, mas sem nos deixar esquecer dos animais que são. É uma obra com detalhes que refletem também a complexidade humana, como a nadadeira da sorte, a esquecida Dory e a confiança no outro, a reunião dos tubarões retratando o AA. Além disso, é um filme divertidíssimo e que faz parte da cultura pop. Afinal, quem nunca falou “baleiês” ou então “Continue a nadar, continue a nadar…”


Gladiador (Gladiator) – Ridley Scott, EUA, 2000

Responsável por alavancar o gênero épico na última década, Gladiador tem uma história batida, mas extremamente bem contada. Tecnicamente perfeito, é um longa de cenários deslumbrantes, cenas de batalhas de tirar o fôlego e frases antológicas (“My name is Gladiator.”). O roteiro é bem amarrado, mesmo quando a trama segue os clichés dos filmes épicos. Acerta ao mostrar as intrigas palacianas que compunham o cenário da epoca e se Russel Crowe consegue  criar um protagonista simpático mesmo sem querer, Joaquin Phoenix cria um Commodus à altura de seu antagonista. E ainda tem um triha sonora marcante que embala o espetáculo visual que o filme proporciona. É Cinema feito para o grande público, mas bem realizado e divertido.

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Volver (idem) – Pedro Almodóvar, Espanha, 2006

Almodóvar é mestre em criar histórias baseadas no relacionamento entre seus personagens e em extrair humor de onde aparentemente não tem. Além disso, o diretor é capaz de tornar situações que pareceriam nonsense nas mãos de outros cineastas, em tramas profundas e relevantes. É isso que ocorre nesse filme, tanto na trama principal de Raimunda, personagem de Penelope Cruz que esconde o corpo do marido num restaurante e vai cozinhar, quanto na subtrama do fantasma da mulher que volta à vida como se fosse a coisa mais normal do mundo. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, é tão bom que nós acabamos acreditando que aquilo pode sim, ser natural. Almodóvar conta ainda com um grande elenco e uma direção de arte impecável nessa obra que é um dos grandes momentos de sua carreira.

8 Comentários leave one →
  1. Carol permalink
    27/05/2010 15:03

    Juno foi um filme que eu amei! Assisti duas vezes no cinema! E juro que nao foi só pq tem a Jennifer Garner! (Sim, eu adoro ela! =))
    Procurando Nemo eu concordo que seja uma outra obra-prima da pixar! O filme da Pixar que eu achei mais fraco foi os incríveis!
    Volver eu assisti também e achei o máximo.
    Gladiador eu nunca vi, mas fiquei com vontade de ver e O fabuloso destino de Amélie Poulain, por mais que me falem que é bom, eu nao assisto pq eu tenho preconceito com francês. #tenhomesmo

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