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Os 50 que fizeram os 2000 (parte 1)

19/05/2010

Eu sei que essa lista está meio atrasada, já que estamos em maio. Mas com o fim de temporada da maioria das séries, iria faltar pauta para este blog. Por isso criei essa série de posts sobre os 50 filmes que fizeram a última década. A ideia aqui não é listar as melhores produções, e sim falar sobre diferentes estilos, temas e métodos, enfim, filmes que contribuíram, seja pela forma ou pelo conteúdo, para a sétima arte.

Fazer listas é sempre meio complicado e pessoal. Primeiro porque ficam de fora os filmes que não vi. E segundo porque vários filmes que adoro também acabam não entrando. O melhor, então, é tratar tudo como uma grande brincadeira descompromissada como de fato é.  Sinta-se à vontade para sugerir e opinar sobre qualquer filme. Lembro ainda que isso é apenas uma lista e não um ranking, ou seja, não há nenhum tipo de ordem lógica. E vamos à primeira parte.

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Moulin Rouge – Amor em Vermelho (Moulin Rouge) – Baz Luhrmann, EUA, 2001

Considero esse musical um dos melhores filmes da história. Foi responsável pelo ressurgimento do gênero na última década, e o fez com grande estilo. Luhrmann orquestrou uma mistura de ritmos e artistas tão diferentes como Madonna, Nirvana, Elton John, David Bowie e The Police. E tudo não só fez um sentido absurdo, como resultou em algo genial nunca visto antes.  Na história, Christian é um escritor pobre que se apaixona pela principal cortesã do Moulin Rouge, que, por sua vez, é cortejada por um Duque cheio da grana. Trata-se de uma tragicomédia emocionante, em que tudo é histriônico e exagerado de propósito: os sentimentos, as atuações, os cenários etc… Um espetáculo inesquecível para os olhos, ouvidos e mentes. Pode ser que você ame ou odeie, mas não há como negar que Moulin Rouge é mais que cinema, é uma experiência inovadora.

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Encontros e Desencontros (Lost in Translation) – Sofia Coppola, EUA, 2003

Em apenas seu segundo filme, Sofia Coppola escreveu esta pérola e levou para casa um merecido Oscar de roteiro original. Com um injusto título em português, o filme traz uma história de amor sutil, abordagem da qual gosto muito. No entanto, ele é bem mais que isso. Bill Murray faz um ator em decadência que vai a Tóquio gravar um comercial. Scarlett Johansson é a esposa de um fotógrafo a trabalho na mesma cidade. Os dois se encontram e passam a dividir a solidão causada pelo despreparo mental e cultural de estar em um lugar tão diferente de suas realidades. O filme aborda ainda a melancolia, a ironia e a diferença de idade entre eles, empregando vários momentos de silêncio (novamente, a sutileza) como poucos conseguem fazer. O final, ao som de ‘Just Like Honey’ da banda The Jesus and Mary Chain, encanta pela forma  sensível que a diretora escolheu para fechar sua obra. Lindo demais.

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O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener) – Fernando Meirelles, Reino-Unido/Canadá, 2005

Após ganhar fama mundial com Cidade de Deus, Fernando Meirelles começou sua carreira internacional com esse grande filme. Baseado no best-seller de mesmo nome escrito por John Le Carré, trata-se de um história difícil de se definir em um único gênero. Para começar, é um excelente thriller conspiratório, capaz de manter uma tensão constante desde a hora em que Justin decide investigar a morte da esposa e começa a montar as peças. É também um drama social contundente, com cenas filmadas em locações no Quênia, além de fazer uma denúncia contra a indústria farmacêutica. Por fim, é uma linda história de amor, já que Justin é movido principalmente por esse sentimento a fim de honrar a esposa e todo o seu legado. E é interessante que  no final ele finalmente passe a entender Tessa de fato. Não é por acaso que eles terminam juntos, de uma forma ou de outra.

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Réquiem para um Sonho (Requiem for a Dream) – Darren Aronofsky, EUA, 2000

Esse filme é um dos maiores “socos no estômago” que já vi. Extremamente perturbador, quem assiste precisa de no mínimo algumas horas para poder digerí-lo totalmente. Poucas vezes se falou da dependência química de forma tão crua e chocante. Darren Aronofsky, ainda em início de carreira, conduziu essa pequena obra-prima montando um painel arrasador do vício a partir de quatro personagens e seus arcos dramáticos que os levam do topo ao fundo do poço. Com cortes rápidos e uma fotografia atordoante que vai mudando conforme o estado de espírito dos personagens, o filme traz ainda os atores em seus melhores papéis no cinema, principalmente Ellen Burstyn e Jennifer Connely. É forte e difícil de esquecer.

12 Comentários leave one →
  1. Alysson Araujo permalink
    19/05/2010 23:19

    Muito bom! Não vi esse último Réquiem para um sonho, mas o tema me parece interessante.
    Estou curioso pra saber quais serão os próximos 46!
    Abraço

  2. Carol permalink
    19/05/2010 23:24

    Deteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesto Moulin Rouge!!!
    Encontros e desencontros eu amei, Jardineiro fiel eu lembro que gostei e o ultimo eu nao vi, mas pelo que vc falou me deu vontade de ver!
    Que venham os proximos filmes!!!

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