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Séries brazucas

10/04/2010

Sempre fui fã de séries brasileiras, de algumas delas, como Os Normais, cheguei a ver todos os capítulos. Mas confesso que a estética dos seriados gringos me atrai mais. Na última quinta-feira, resolvi, depois de anos, assistir à estreia da temporada de A Grande Família. Confesso que me surpreendi com o que vi. O programa ainda tem muito fôlego, os atores estão cada vez mais melhores e o texto muito inspirado. Adorei a sátira à política, que, mesmo estando em uma comédia de costumes, pareceu bastante realista. As falas do personagem do Evandro Mesquita me fizeram morrer de rir e gostei que o episódio deu espaço a todos, o que é raro em shows desse tipo. Claro que se trata de um programa família e politicamente correto, mas isso não tira o mérito. Não é à toa que está há tantos anos no ar.

Logo após A Grande Família, fiquei no mesmo canal e vi a estreia de A Vida Alheia. A mudança foi brusca. O programa de Miguel Falabella é caricato, os personagens são estereotipados, mas isso não chega a ser exatamente ruim (na verdade, é até uma marca do escritor).  Faz uma crítica pesada, intencional ou não, ao jornalismo de celebridades, tanto que já gerou váriso comentáriso raivosos na imprensa.  A edição é estranha, parecendo até um descuido da pós-produção. A história é boa, mas os atores ainda não estão confortáveis nos papéis (não vou nem comentar o sempre péssimo Paulo Vilhena), com exceção de Danielle Winits. Vai ser preciso assistir ao próximo para se ter uma opinião melhor e Falabella já mostrou diversas vezes que entende do assunto. Uma pequena observação: alguém sabe porque Tereza Raquel está daquele jeito?

*

Já na sexta-feira fui assistir à estreia de Separação, novo programa da dupla Alexandre Machado e Fernanda Young. Sou fã deles desde Os Normais, mas escreveram também Os Aspones (pérola com apenas oito episódios), Minha Nada Mole Vida e O Sistema, todos impagáveis. Separação conta a história de um casal que se odeia, mas ainda está junto. O texto continua sendo o ponto forte, os diálogos são tão naturais e inspirados que qualquer um se identifica. Vladimir Brichta está um pouquinho exagerado, mas Débora Bloch ficou tão perfeita que nos relembrou que ela era uma boa atriz depois da atuação apagada em Caminho das Índias. A narração mostrou-se inútil em alguns momentos, mas nada que prejudicasse o todo. Talvez não esteja exatamente no mesmo nível dos outros, mas pode ter certeza que vem coisa boa por aí.

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